segunda-feira, 14 de julho de 2008

Eleição em Cruzeiro do Sul

Rumo à decolagem
Pelas ruas de Cruzeiro do Sul, o comentário corrente é que a provável inauguração do novo aeroporto internacional no município em setembro servirá para ajudar a candidatura de Zinho Santos (PP) a prefeito decolar.

Os adversários de Zinho Santos, no entanto, comentam que o progressista não viajará de avião.

Afirmam que o candidato a prefeito pela FPA nem terá despesas com a passagem porque é proprietário de balsa.


Política também é gostosa pelas gozações, mas Zinho não está fora do páreo. Numa eleição pulverizada por várias candidaturas tem chances de vencer.

Mandato de Josemir

Luz acessa na Frente Popular
Binho Marques não ficou parado após a decisão do TRE que tirou o mandato de Josemir Anute (PR) e transferiu para Merla Albuquerque (PT).

Na sexta-feira passada, o governador reuniu lideranças da FPA para debater a questão e as suas repercussões políticas. Ficou certo que as devidas providências jurídicas serão tomadas.

A preocupação de Binho tem sentido. Afinal, a decisão do TRE é um choque de voltagem gigantesca na FPA.

E outras palavras, os juízes deixaram claro que a coligação serve apenas para a disputa eleitoral e que se encerra após conhecido o resultado e proclamado os eleitos.

O juizes eleitorais disseram que a Frente Popular existe apenas de fato, não tendo amparo na ciência do Direito.

A perda de mandato de Josemir Anute, faltamente, terá repercussão eleitoral, principalmente em Rio Branco.

Os demais deputados da base aliada ficarão com os dois pés atrás, por entender que não contam com uma salvaguarda das maiores lideranças da FPA. Podem pensar que estão sendo usados para o crescimento de uma única agremiação política.

O recesso parlamentar servirá para tentar ajeitar as coisas, mas uma decisão da maioria dos membros de uma corte eleitoral não se reverte com tanta facilidade.


Péssimo conselho

Rolo dos carros e o
candidato a conselheiro
Um dos candidatos a conselheiro do Tribunal de Contas do Estado que mais brigou contra a nomeação da ex-deputada Naluh Gouveia para o cargo pode ser um dos envolvidos na compra ilegal de carros por meio de ações podres da Vale do Rio Doce.

Segundo fonte da coluna, o moço fez as contas erradas e teria comprado duas SW 4, da Toyota.

O senhor que queria ser conselheiro, segundo a mesma fonte, é extremamente econômico. É tanto que pagou um curso de cabeleireira para a sua empregada doméstica para que a moça também fizesse o trato da sua cobertura capilar.
Financiamento de campanha
Ilderlei Cordeiro (PPS) encontrou um financiador forte para a sua campanha.

O “homem do dinheiro” alugou uma gráfica em Rio Branco pela bagatela de R$ 300 mil.

O mais interessante é que o governo da FPA, de forma indireta, está financiando o adversário do candidato da coligação em Cruzeiro do Sul.

Uma vaga de deputado federal é o Xis da Questão.

Artigo da Marina

MARINA SILVA
Cereja sem bolo
AS RODADAS internacionais de negociações sobre aquecimento global, salvo exceções, viraram rotina de fracassos ou quase-fracassos que, longe de causar incômodo, parecem estratégia calculada de protelação de responsabilidades. O último capítulo foi a reunião do G8 (Japão, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Canadá, Rússia e Itália). A maioria das análises sobre o evento repete o mantra: aquém das expectativas, pífio, vago.

Quando os países mais ricos (G8) se reúnem com os menos pobres (China, Índia, Brasil, México e África do Sul, o G5) para tratar de economia ou segurança, sempre há expectativa de ocorrer algo substancioso. Quando são temas sociais ou ambientais, fica a sensação de que a montanha deu à luz um calango. Por que problemas tão graves não suscitam urgência verdadeira e resultados palpáveis, como suscitaria uma guerra? Se os senhores do mundo ajustassem as lentes, veriam que também nesse caso há uma guerra e as vítimas são todas as formas de vida no planeta.

Suspeito que suas lentes não funcionem porque talvez considerem degradação ambiental e miséria fenômenos normais, e as negociações ambientais, coisa de segunda linha. Como se fossem a cereja de um bolo oco, ou uma cereja sem bolo.

Às portas da eleição americana, o G8 fala em reduzir 50% das emissões de gases do efeito estufa até 2050. Metas genéricas dizem muito pouco. Se fossem para valer, o grupo teria assumido metas intermediárias, como propõe o IPCC. A data 2050 é mero fetiche; daria no mesmo se fosse 2040 ou 2060, 2070... O que falta é recheio.

Na última reunião de Bali, o Brasil propôs que compromissos internos sejam mensuráveis, verificáveis, reportáveis e submetidos a acompanhamento externo. Parte dos países em desenvolvimento vai por esse caminho, embora Índia e China tenham recuado ante a relutância de EUA e União Européia em fixar metas intermediárias.

A posição refratária dos países ricos serve de escudo para a inércia dos demais, que, às vezes, fazem ótimos discursos, mas parecem confiar na discordância dos "grandes" para não ter que ir além disso.

Ou seja, o barquinho de gelo continua derretendo e a água em volta está cada vez mais quente. Todo mundo vai sair escaldado.

Repetimos os mesmos erros, achando que apenas mais tecnologia resolverá tudo. Não percebemos o nosso modo de ser inadequado como o maior problema. Daí fica essa repetição neurótica de comportamentos, que não dá base para a concretização das propostas. Elas deveriam circular, transitar para a mudança, ainda que esteja muito difícil.

contatomarinasilva@uol.com.br

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Brinde presidencial

Lula pode beber;
ele tem piloto e motoristaA sorte do presidente Lula é que ele não voltará para o Brasil pilotando o AeroLula.

O presidente que sancionou a Lei Seca aparece em público bebendo e brindando com o presidente do Vietnam, Nguyen Minh Triet.
Lula tem piloto de avião e motorista de carro à sua disposição. Pode beber a vontade, sem o risco de ser pego pelo bafômetro.

As barbeiragens que faz no comando do país são provocadas por outros fatores não-etílicos.


Mundo da lua

Astronauta brasileiro
visita Cruzeiro do SulO tenente-coronel da reserva da Força Aérea Brasileira Marcos Pontes esteve no Acre esta semana. Foi a Cruzeiro do Sul participar da Operação PERBRA III, que objetiva o treinamento das Forças Aéreas do Brasil e do Peru.

Marcos Pontes foi o primeiro brasileiro a fazer uma viagem espacial. O militar falou do valor da Amazônia Brasileira e comentou da visão que teve sobre ela no espaço, quando participou da missão internacional.

"É uma região que chama muito a atenção vista do espaço. É uma coisa que dar muito orgulho você saber que essa região é nossa, que temos tantas coisas aqui, tantos recursos, tantas possibilidades pra um futuro incerto da humanidade de um planeta como um todo”.

A matéria completa está no site
http://www.tribunadojurua.com.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Juiz federal ameaça
prender Júnior Betão
Réu em um processo onde é acusado de sonegação fiscal, o ex-deputado federal Júnior Betão (PR) foi intimidado por edital publicado no Diário Oficial do Estado da última terça-feira. A intimação feita pelo juiz federal Jair Facundes deixa transparecer que o ex-parlamentar estaria evitando a Justiça.

A audiência será realizada somente no dia 9 de outubro, quatro dias após as eleições municipais. Jair Facundes manda o ex-deputado ser intimado dentro de cinco dias e arremata: “Em face dos indícios de que o réu oculta-se, voltem-se os autos conclusos após a data do interrogatório para exame da prisão do acusado”.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mandato de Naluh

Merla está ganhando
por três a dois no TRE
Hoje à tarde, o advogado Odilardo Marques foi para a sede do TRE certo de que perderia a ação em que representa o suplente de deputado Merla Albuquerque (PT).

Albuquerque pleiteia o mandato que pertenceu à conselheira do TCE Naluh Gouveia, mas por hora é exercido por Josemir Anute (PR).

Marques se enganou. Saiu com da sede da corte com a sensação de vitória. Os juizes Maria Penha e Ivan Figueiredo votaram a favor de seus argumentos. O placar está três a dois.

Nesta história toda, uma coisa que ainda não ficou clara para a opinião pública é que Merla Albuquerque não representou contra Josemir Anute.

A representação foi feita contra Naluh Gouveia, em dezembro do ano passado quando o suplente alegou que a ex-deputado deixou o partido sem justa causa.

Em tese, quem deveria ter entrado com representação contra Naluh Gouveia seria o PT. Mas, como o partido não tinha interesse, Merla Albuquerque se posicionou dentro do prazo legal, conforme disciplina o artigo 1, parágrafo 2º, da Resolução nº 22.610/2007, do TSE.

Embora seja público que Naluh Gouveia não foi infiel e, por força de lei, precisava se desfiliar do partido, a Resolução do TSE não abre brecha para que a sua saída seja justificada.

A conselheira poderia sair nos seguintes casos: incorporação ou fusão de partido, criação de novo partido, mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário ou grave discriminação pessoal.

O próprio TSE já decidiu que o mandato é do partido e que as coligações são formadas por tempo certo e para fins específicos de cada eleição, não subsistindo após a eleição. Há várias decisões neste sentido.

A decisão do TRE sobre o mandato que foi de Naluh Gouveia ficará para a próxima semana porque o juiz Maurício Hohenberg pediu vista do processo.

A coluna acredita que seu voto empatará a peleja em três a três. Confirmado o empate, o presidente da corte, Samoel Evangelista, dará o voto de minerva.

Um Ninja vermelho nas ruas
O Ninja mudou de cor. Durante anos foi azul e gostava do número 15.

Agora, é vermelho, filiado ao PC do B e sente gosto em carregar nas costas a bandeira com a foice o martelo.

Nas últimas eleições, o folclórico militante desceu de balsa. Está crente que o 13 do PT e de Raimundo Angelim lhe trará mais sorte quando outubro chegar.

Esse Ninja precisa esquentar o seu pé frio.


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Olho no TRE
Todas as atenções estarão voltadas para o TRE amanhã à tarde. Está previsto o julgamento da ação apresentada pelo suplente de deputado Merla Albuquerque (PT), que pleiteia o mandato que pertenceu à conselheira do TCE Naluh Gouveia.

Merla Albuquerque contou com o voto favorável do relator do processo, o desembargador Arquilau de Castro Melo, que entendeu que o mandato pertence ao partido.

O juiz federal Jair Facundes e a juíza Denise Bonfim votaram contrário. A juíza Maria da Penha pediu vista e deve se pronunciar nesta terça-feira.

Artigo da Marina

MARINA SILVA
Antes ou só depois
DEFINIDAS AS candidaturas, move-se a roda das eleições municipais. Hora de cobrar dos candidatos compromisso com os temas que realmente interferem em nossas vidas.

Como já se disse, pessoas não moram nos mapas da União ou dos Estados. Estão nos municípios, no território onde as coisas acontecem, onde os problemas ambientais e sociais ganham cara, números, gravidade e gente diretamente afetada.

Tome-se o caso das mudanças climáticas globais. O nome imponente sugere algo da alçada de especialistas e de poderosos, não de cidadãos comuns ou de eleições municipais. Mas talvez falte exatamente a entrada em cena dos cidadãos comuns para que a coisa ande.

O IBGE, nos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008, mostra vários indicadores negativos ou em evolução lenta na área ambiental, apesar de avanços como o aumento de 6,5% para 8,3% da área protegida em unidades de conservação federais. Há, de um lado, baixa capacidade institucional dos municípios para atingir bons níveis de sustentabilidade. A maioria ainda não tem secretaria ou conselho de meio ambiente. De outro, os municípios tiveram o maior aumento proporcional dos gastos públicos em meio ambiente, entre 1996 e 2004: de 0,4% para 1,1% do total das despesas. Os federais ficaram entre 0,3% e 0,4%, e os estaduais foram de 0,6% para 0,8%.

Há também algo diferente no ar: aumentou o número de candidatos municipais interessados em abordar meio ambiente em seus programas, sinal de que não há mais como ignorar o tema.

Como presidente da Subcomissão das Águas no Senado, participei da visita ao Sistema Cantareira e da reunião do comitê da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, nos dias 26 e 27 de junho. Parte dessas águas é transposta para abastecer a cidade de São Paulo. O sistema está perto do limite. Foi gratificante ver prefeitos, técnicos, representantes de empresas, da academia e de ONGs unidos na busca de soluções para a escassez.

Os investimentos para suprir a demanda são enormes e cobrem períodos cada vez mais curtos. Há algumas décadas, o volume de recursos para proteger mananciais e planejar a ocupação urbana teria sido muito menor do que o necessário agora para captar água em locais cada vez mais distantes.

Pode a consciência ambiental gerar novas atitudes sem a pressão do prejuízo econômico e da privação dramática de recursos vitais? O comprometimento antecipado de eleitores e candidatos com essas questões, no quintal das eleições municipais, pode ser uma chance para responder que sim.

contatomarinasilva@uol.com.br

sábado, 5 de julho de 2008

Nova CPMF

O protesto de um cidadão
Sempre contrários à vontade da população, os políticos de Brasília se preparam para ressuscitar a CPMF.

Esperam apenas passar as eleições para aprovar uma tal de Contribuição Social para a Saúde (CSS).

De forma atropelada, sem levar em conta as regras ortográficas e gramaticais, o cidadão José Orlando protestou contra o imposto.

O repórter fotográfico Marcos Vicentti fez o registro do protesto afixado em frente à casa do contribuinte-eleitor.


Bebida e direção
O diretor do Detran, Cezário Braga, é acusado de dirigir embriagado.
O responsável pela direção da Companhia de Trânsito, Major Espindola, não sabe dirigir automóvel.
É o Acre.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Página da história

Creiam! Manoel Machado
foi governador do AcreNão faz tanto tempo assim, houve um Acre em que o folclórico deputado estadual Manoel Machado assumiu ao posto de governador do Estado.

Ele era presidente da Aleac e posou na sacada do Legislativo apontando para o Palácio Rio Branco dizendo que um dia iria assumir os destinos do Acre.

Felizmente, não assumiu. Machado entrou na história pelas suas tiradas machadianas. Hoje, está no completo ostracismo.

Não foi apenas Manoel Machado que passou para o limbo da história. Muitos outros iguais a ele que faziam a política pequena seguiram o mesmo caminho.

Esses devem servir de exemplos para os atuais políticos. O Acre e os acreanos não aceitam mais conviver com homens públicos que se orgulhavam de tratar o dinheiro público como se privado fosse.

A foto/reprodução é de Marcos Vicentti