terça-feira, 18 de agosto de 2009

Marina vai renunciar
Marina Silva não apenas sairá do PT. Ela renunciará o mandato de senadora.

Essa é informação de fonte próxima à parlamentar.

Agindo dessa forma, ela se fortalece ainda mais e mostra que realmente é diferente.

Um dos indícios de que Marina Silva renunciará ao mandato é que a senadora, segundo fonte da coluna, devolveu o celular institucional para a diretoria do Senado.

Mas, enquanto não anuncia a decisão, o Furacão Marina vai provocando estragos.

Carioca Nepomuceno declarou que não votará na companheira.

Ao contrário do petista, o deputado Edvaldo Magalhães (PC do B) declarou que votará na senadora.

As duas posições deixam claro como está a situação dentro dos partidos da FPA.

No imbróglio todo, quem poderá sair ganhando é o suplente Sibá Machado.

Na eventual renúncia de Marina, Machado será efetivado como titular.

É ai que vem um problema a mais para a FPA.

No cargo, Machado, com certeza, irá querer disputar a reeleição.

Efeito Marina

Márcio animou
Márcio Bittar (PSDB) animou.

É dado como certo entre os tucanos que não concorrerá a deputado federal, como fora anunciado.

A meta do neotucano é concorrer ao Senado, caso a petista Marina Silva realmente decida concorrer à Presidência da República.

Tem chances.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Marina, a estrela do mundo
Confesso que teria dificuldades para votar novamente em Marina Silva para o Senado. Seria a terceira vez.

Sei que esse não é apenas o sentimento individual de um eleitor que votou na ex-seringueira em todas as oportunidades em que ela se candidatou. Pelas conversas que tenho mantido, outras pessoas sentem a mesma dificuldade.

O curioso é que a dificuldade em dar mais um voto à senadora não é porque ela teria desmerecido a confiança. Muito pelo contrário. Nunca houve qualquer ação da parlamentar que me desapontasse.

Ela sempre foi um orgulho para todos os seres humanos que mantêm a capacidade de sonhar, mesmo diante de uma realidade crua e cruel. Considero-me um sonhador.

A barreira em ir até a urna teclar o número da parlamentar para um novo mandato reside justamente na qualidade da quase ex-petista.

É que Marina Silva deixou de ser apenas uma senadora do Acre. Alçou voos mais altos.

Tornou-se referência mundial em defesa do meio ambiente e da vida. Perdeu parte do vinculo com as suas raízes, com seus eleitores. Era algo inevitável.

O acreano é barrista e ciumento. Gosta de ter aquilo que considera seu próximo. Lado a lado. Coisa que, pela dimensão que tomou, Marina não pode nem podia mais fazer.

Longe fisicamente, Marina passou a ser criticada pelo distanciamento das suas bases, das suas origens. Fui um desses críticos.

Agora, entendo o quanto somos egoístas.

Querer Marina apenas para o Acre é querer que uma estrela brilhe de forma individualizada na imensidão de um céu exposto a todos. É impossível.

A franzina e aparentemente frágil seringueira não nos pertence mais. É uma cidadã do mundo. É uma estrela sempre ascendente em meio a políticos decadente.

O Acre tem sido injusto com Marina, apesar de ter lhe dado dois mandatos.

Em meio de um Estado que começou a dar certo, todos os prêmios do sucesso foram dirigidos a outras pessoas.

Sempre que os entraves ao tal “desenvolvimento” são lembrados, o nome de Marina é apontado como culpado. É julgamento sumário, sem garantia de defesa.

Marina não tem culpa de acreditar no desenvolvimento sustentável pautado no uso racional e equilibrado das riquezas naturais. Ela não tem culpa de ter sido apontada como umas das 100 pessoas que podem ajudar a salvar o mundo.

São as suas crenças que lhe levarão para um novo desafio. É certo que irá superá-lo. Sairá vitoriosa, independente do resultado eleitoral.

Sua quase certa candidatura a presidente da República faz reacender as esperanças de que é possível se manter sonhando com um mundo melhor em meio ao pragmatismo do poder.

Assustados com a repercussão da sua candidatura, membros do seu partido pediram para que ficasse.

Mas, quem pede pela sua permanência esquece que não é Marina quem está deixando o PT. Foi o PT que, há muito tempo, deixou Marina.

Há muito tempo ela fez pregando praticamente sozinha no deserto do poder central. Sua voz é, em alguns momentos, sufocada pelos ataques de representantes de setores econômicos e da agroindústria.

É bom lembrar que fazer mudanças radicais faz parte da sua vida. Ela nasceu para a política dentro da Igreja Católica. Mudou. É evangélica.

É essa fez em Deus e nos princípios que reside a sua fortaleza.

Amigo de longa data, o presidente Lula pediu emprestado o prestígio da acreana para tranquilizar o mundo. Ou alguém pensa que ele anunciou o nome de Marina como ministra do Meio Ambiente à toa?

O anúncio foi feito em Nova York para deixar tranquilo os ambientalistas mundiais.

Mas, na Esplanada dos Ministérios, a ministra foi perdendo batalha atrás de batalha com membros do próprio governo. Cansou. Pediu para sair. Permaneceu forte.

Começando a entender o efeito que a sua candidatura causará na política local e nacional, fico feliz com a possibilidade de ela concorrer à Presidência da República.
É o novo. Permitirá que a Amazônia entre na agenda nacional. Evitará uma eleição plebiscitária.

Os olhos do mundo acompanharam a eleição brasileira com mais atenção.

Votarei nela com convicção.

Mas espero, sinceramente, que não venham culpá-la se Lula resolver fechar as torneiras e não liberar recursos para obras no Acre.

Ai seria sacanagem demais com essa estrela solitária a brilha na escuridão da política.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Vela na procissão
Essa é uma imagem única.

É certo que você nunca mais verá outra igual.

Foi captada na procissão de 2006, quando o atual prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB), concorreu a vice-governador na chapa encabeçada por Marcio Bittar (PSDB).

Passados três anos, foi descoberto que havia gente que acendia uma vela para Deus, outra para o diabo. Hoje, na procissão de Nossa Senhora da Glória, ao menos dois deles nem presentes estarão.
Apoio a Marina .
Cada dia mais longe dos tucanos e sem qualquer possibilidade de aproximação com o PT, os peemedebistas deverão apoiar a candidatura da senadora Marina Silva, caso essa venha concorrer à Presidência da República.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Líder imprensado
O líder do governo na Aleac, Moisés Diniz (PC do B), a julgar pela imagem, está num verdadeiro “imprensado”.

Veja como o parlamentar ficou no meio de dois colegas da imprensa.

A foto é de Odair Leal.

Roberto Filho

Ex-deputado apela à OAB
Roberto Filho (PP) protocolou pedido na OAB, hoje à tarde.

Pede que a entidade interceda junto ao MPE para que o processo sobre a definição de suplentes na Aleac seja logo apreciado e devolvido ao Tribunal de Justiça para ser devidamente julgado.

Segundo Roberto Filho, o mandado de segurança preventivo que mantém o petista Merla Albuquerque (PT) no mandato foi distribuído à Procuradoria-Geral de Justiça no dia 16 de junho, mas até agora não retornou ao Judiciário para dar continuidade.

Realmente é tempo demais.

Julgamento adiado
Previsto para acontecer ontem, o julgamento do mérito da cassação do prefeito de Sena Madureira, Nilson Areal (PR), foi transferido para a próxima quinta-feira.

Os opositores não gostaram da mudança, mas foram obrigados a aceitar.

Troca de bandeira no Juruá
Autorizado pela Câmara de Vereadores, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB), irá não irá trocar apenas o monumento em homenagem a Taumaturgo de Azevedo do lugar.

Também substituirá a bandeira acreana pela bandeira de Cruzeiro do Sul, sob a alegação de que o marechal fundou a cidade.

Cometerá um erro histórico.

Em tese, a idéia de troca a bandeira do Acre pela de Cruzeiro do Sul faz sentido.
Ocorre que no período em que Taumaturgo de Azevedo fundou Cruzeiro do Sul, o município não dispunha de bandeira.

O lábaro da segunda maior cidade acreana foi criado em 1970.

Faz mais sentido Taumaturgo de Azevedo está com a bandeira acreana porque, em 1910, os autonomistas do Juruá proclamaram o Estado do Acre.

Os representantes do Movimento Autonomista tomaram o poder em 1º de junho, onde se mantiveram durante 100 dias até serem derrotados pelo Exército.

Pense nisso, prefeito Vagner Sales

Estrada fechada,
problemas no caminho

Produtores podem fechar a BR-364 neste sábado.

O fechamento será no quilômetro 33, saindo de Feijó.

O pessoal reclama da morosidade na execução das obras do Programa Luz para Todos.

Desde semana passada, o governo do Estado foi notificado pelo prefeito Juarez Leitão (PT).

Fechar a rodovia em pleno verão é transtorno na certa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O fator Marina
Lula resolveu pôr a sua tropa de choque para atacar Marina Silva.

Ex-secretário de Imprensa e amigo do presidente, Ricardo Kotscho tentar vincular a senadora acreana ao deputado Zequinha Barbosa (PV-MA), filho do senador José Sarney (PMDB-AP).

Leia o texto completo aqui.


Cala a boca, Dirceu!
Cassado por ser um dos chefões do Mensalão, o ex-deputado José Dirceu resolveu falar sobre o que não conhece.

Declarou que Marina Silva só foi eleita porque contou com o apoio de outras lideranças como Jorge e Tião Viana.

Deixa claro que os petistas irão requerer o mandato na Justiça, caso a parlamentar troque de legenda.

Dirceu esqueceu que Marina se elegeu a primeira vez em 1994.

Leia o texto completo aqui e tire suas conclusões.


A fogueira de Joana D’Arc
Ela chegou cedo. Sentou no local que lhe foi destinado. No rosto, trazia uma pintura com motivos kaxinawa – “uma homenagem às mulheres indígenas da Amazônia”.

Ativista dos Direitos Humanos, a advogada Joana D’Arc prometeu um depoimento bombástico na CPI da Exploração Sexual instalada pela Assembléia Legislativa. Não apresentou um traque.


Prometeu, mas não cumpriu.


À sua frente, o notebook era mera peça de decoração. As supostas informações da depoente estavam rabiscadas em folhas de papel soltas.

Mostrando-se nervosa, a depoente começou requentando uma história antiga. Destilou acusações contra o assessor dos Povos Indígenas do governo do Estado, Francisco Pinhanta. Não trouxe novidade.


Em seguida, caminhou para o Judiciário e o Ministério Público Federal.


Fez acusações contra o juiz Pedro Longo e o promotor Dayan Albuquerque, que trabalharam em Sena Madureira. Não apresentou qualquer prova.

No caso do juiz, declarou que a desembargadora Eva Evangelista agiu de forma correta ao mandar arquivar o processo porque não havia denúncia formalizada por nenhuma vítima.


Quanto ao promotor, afirmou não ter maiores conhecimentos.


Joana D’Arc compareceu ao auditório Félix Bestene nitidamente com o pavio acesso para tocar fogo na fogueira da inquisição. Acabou se queimando.


A advogada quase torra quando fez a acusação contra o superintendente do Ibama, Anselmo Forneck.


D’Arc afirmou que Forneck houvera mantido uma relação forçada há cerca de 17 anos com uma menos indígenas. A afirmação não durou muito tempo.


Ivanildes Brandão, índia kaxinawa invocada como testemunha da advogada, apagou o principio de incêndio ao declarar que a relação foi um caso amoroso, tendo dele sido gerado um filho.


Joana D’Arc não convenceu ninguém. A montanha gerou um rato.


Os deputados presentes à CPI não saíram convencidos de que a depoente falava coisa com coisa.


Relator da comissão, o deputado Donald Fernandes (PSDB) classificou as acusações como levianas e irresponsáveis.


Fernandes indagou: “Como se pode condenar pessoas sem nenhuma prova?”.


As intervenções feitas pelos deputados Edvaldo Magalhães (PC do B) e Luiz Calixto (PSL) minaram as resistências e a falta de substância da acusadora.

Um dos deputados, numa das muitas saída para ir ao banheiro declarou: “É uma mulher muita evasiva. Diz saber de tudo, mas não sabe de nada”.


Joana D’Arc , a heroína francesa da Guerra dos Cem Anos, foi queimada na fogueira da inquisição injustamente.


Joana D’Arc, a advogada acreana, saiu do depoimento na CPI queimada na credibilidade. Falou muito, mas apresentou pouco.


Mas nem tudo é desconsolo.


Diante de uma platéia estupefata pela falta de substância no depoimento, no fim do auditório, ouviram-se palmas para Joana D’Arc. Saíram das mãos do ex-ativista dos Direitos Humanos Eudo Lustosa, condenado a cinco anos por tráfico de drogas. Ele foi preso no Aeroporto de Brasília com 6,8 quilos de cocaína.


A foto é do craque Odair Leal.

CPI da Exploração Sexual
A CPI da Exploração Sexual começa a colher os primeiros depoimentos hoje à tarde. A primeira depoente será a advogada Joana D’Arc, que vem alardeando na imprensa ter prova contra autoridades ligadas ao Judiciário e outros segmentos.

São acusações graves, que merecem vir acompanhadas de provas para não linchar moralmente pessoas que têm muito a perder, caso suas imagens sejam maculadas de alguma forma.

Um CPI como essa deve se cercar de todos os cuidados para não condenar antes de julgar com o amplo direito de defesa os acusados. Uma acusação pública, uma vez feita, provoca danos graves.

A Comissão não pode virar um espetáculo midiático.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Intervenção branca
A prefeitura de Rio Branco, por meio da Semsur, fez uma espécie de intervenção branca na PRT, empresa responsável pela coleta de lixo na capital. A proposta é solucionar um problema que vem causando sérios transtornos para a população.


A saúde financeira da PRT não é das melhores. A empresa, com sede no Rio Grande do Sul, perdeu contratos importantes. O do Acre estava servindo para cobrir outros rombos, haja vista que a prefeitura de Rio Branco paga em dia.

Nilson fora
Chega a informação de que foi decidido na sexta-feira à noite, em uma reunião de petistas, que o deputado Nilson Mourão não tentará a reeleição. O mesmo grupo gostaria de emplacar Sibá Machado como suplente do ex-governador Jorge Viana, que deverá concorrer ao Senado.


Outros setores do PT não abrem mão de Sibá Machado disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados, já que a chapa da FPA está precisando de reforço. Com a saída de Nilson Mourão ficará mais fraca a ainda.


Recrutados nos bairros
A Justiça Eleitoral precisa ficar atenta à compra de votos. A movimentação nos bairros por parte de quem compra votos é intensa. Presidentes de associações de moradores estão sendo “contratados” a fim de recrutar eleitores para compor as famosas listas.


Na eleição passada, funcionou muito bem o esquema dos candidatos menos abastados orientando os eleitores a pegarem o dinheiro e não votarem. A eleição de alguns vereadores é prova disso. É uma boa maneira de minar a base de um comprador de votos.

Ciúme de você
Candidatos a deputado federal da oposição estão enciumados com a agressiva campanha de Marcio Bittar (PSDB), que está nas ruas pedindo votos. Ilderlei Cordeiro (PPS), Sérgio Petecão (PMN) e Flaviano Melo (PMDB) que se cuidem.

Prado aceito
A “Filha da Terra” Antônia Lúcia aceita a ida do deputado Walter Prado para o PSC. O deputado quer apenas um salvo-conduto de que poderá apoiar os candidatos majoritários da FPA. Jura fidelidade ao senador Tião Viana e ao ex-governador Jorge Viana.

Há cerca de 15 dias, um partido pequeno da FPA rejeitou a entrada de Walter Prado. Segundo a direção, os demais concorrentes não aceitariam a ida do delegado para concorrer com eles.

Segurança jurídica
Sobre a mudança de partido, o vereador Astério Moreira confidenciou que ainda não deixou o PSB porque não se sente seguro juridicamente. Teme pelo mandato conseguido a duras penas. Acha, por exemplo, que um suplente pode requerer na Justiça Eleitoral o mandato se ele deixar o partido.

Ensinar a pescar
Gladson Cameli (PP) está levando ao pé da letra a máxima de que não é suficiente dar o peixe, mas o importante é ensinar a pescar. Tanto que o deputado federal defende uma escola de pesca no Acre.

Criada essa escola de pesca proposta por Gladson Cameli, os deputados pescadores da Aleac poderiam ser aproveitados como professores. Há uma turma que sabe tudo sobre o tema.

Telefonia complicada
Tem dias que a telefonia celular no Acre vira um verdadeiro samba-do-crioulo-doido. A Claro escurece, a Vivo morre, a Oi não cumprimenta ninguém e a TIM brinda o usuário com a mudez total.

Bem devagar
Devagar, devagarzinho, Binho Marques escolheu Reginaldo Prates para dirigir o Detran. Na reta final, o governador quer levar sua administração num caminho seguro. Espera montar um quadro de assessores que o acompanhe até o fim de 2010.



Defesa de gestores
Estava claro que o projeto de lei prevendo que os procuradores do Estado defendam ex-gestores públicos iria gerar polêmica. A OAB, como parte interessada, manifestou-se prontamente por meio do seu presidente Florindo Poersch.

Os críticos da aprovação do projeto estão sendo alimentados, segundo fonte da coluna, por procuradores do Estado. Sancionada pelo governador, a matéria iria aumentar a carga de trabalho dos atuais procuradores e a Procuradoria-Geral não conta com quadro suficiente para atender a demanda.