sexta-feira, 11 de março de 2011

Poronga de hoje

Cão rezando
A vida está tão difícil que até o cão vai para porta da igreja rezar. Veja o cachorrinho. A porta ainda está fechada, mas parece que o bichinho roga por nós pecadores. Estamos na Quaresma. É tempo para arrependimento dos pecados e vivermos mais próximos de Cristo, segundo os mais religiosos. A imagem é do craque Marcos Vicentti. Observe que sobre a cobertura do templo cristão os urubus também esperam pela sua vez. Sai para lá, carniça!

Doença cara
Há uma música do início da década de 1980 que diz: “Tem que pagar pra nascer, pagar pra viver, pagar pra morrer”. O anúncio de que os medicamentos irão subir de preço até 31 está em sintonia com a melodia. O reajuste não será inferior a 6%.

Viagra elevado
Irão ser elevados os preços de cerca de 20 mil medicamentos. Entre eles estão o Viagra e o Lexotan. Um é para aumentar a potência, enquanto o outro é para tranquilizar o freguês na hora da compra.

Marina no Senado
Marina Silva (PV) voltará ao Senado nas próximas semanas. Foi convidada pela Comissão de Meio Ambiente para debater a reforma do Código Florestal. A ex-senadora se posicionou contrária às novas regras há muito tempo. Será um debate interessante. A informação é do colunista Lauro Jardim (Radar).

Adversários e aliados
O requerimento para que Marina Silva participe do debate foi assinado por senadores aliados, como o acreano Jorge Viana (PT), e adversários, da estirpe de Blairo Maggi.

Fuso horário
A Agência Estado voltou a falar sobre os ponteiros dos relógios acreanos. Segundo matéria intitulada “Apesar de referendo, Acre mantém fuso horário”, há outro motivo para a demora da mudança, conforme foi deliberado pela população em referendo realizando no mês de outubro do ano passado.

Faltou consultar
Além de o decreto legislativo do referendo ser incapaz de mudar a lei de 2008 que alterou o horário do Estado, o referendo não foi válido porque, segundo a Agência, os moradores de parte do Amazonas e do Pará, onde a nova lei também vigora, não foram consultados. Essa é uma questão óbvia.

Mais um mês
A agência de notícias conclui informando que o impasse sobre a hora definitiva do Acre deve se estender por pelo menos mais 30 dias, quando o Senado deverá votar um projeto de lei que ratifica o resultado do referendo. O texto do projeto de lei está em elaboração na Comissão de Constituição e Justiça daquela casa. O colunista é daqueles que acha que o tempo será maior.

Ranking acreano
O Acre lidera o ranking nacional de ter maior número de prefeitos, eleitos em 2008, afastados dos cargos. Os cidadãos dos municípios atingidos é que podem dizer se a situação é para rir ou chorar.

Percentual alto
Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 18,2% dos prefeitos eleitos foram afastados. Na verdade foram quatro, num universo de 22 prefeituras. O percentual de afastamento entre os 5.563 prefeitos do país foi de apenas 2%, ou 128 prefeitos, sendo 65,6% por cassação de mandato.

Paz constante
Ano após ano é divulgado que o carnaval transcorreu em clima de paz, harmonia e felicidade. Seria interessante que essa fosse a tônica nos demais 361 dias do ano. Você não acha, amigo leitor?

Parabéns ao folião
Passada a folia do carnaval, diversas foram as pessoas e entidades que receberam os parabéns por meio da imprensa. A coluna é da opinião de que o maior responsável pelo sucesso das quatro noites dedicadas ao Momo foi o folião. Se ele não tivesse a intenção apenas de brincar, a história poderia ter sido outra.

Internado na Policlínica
Poucos foram os policiais militares que apresentaram atestados médicos durante o carnaval. Isso porque foram avisados de que aqueles que resolvessem “adoecer” ficariam internados na Policlínica. Isso é o que se chama de tratamento de choque.

Folia policial
Policiais militares que trabalharam durante as noites de carnaval terão direito a uma festa carnavalesca hoje. O ziriguidum começa às 18 horas, na sede do Atlético Clube Juventus. Ninguém pode entrar armado, viu, gente? Ah! Quem beber não pode dirigir.

Ao trabalho, TRE!
A sociedade acreana espera com enorme curiosidade o retorno das sessões de julgamento no TRE. Há vários processos na corte esperando por uma definição, principalmente dos acusados de comercializar votos para se eleger.

Casos conhecidos
Entre os casos a serem julgados há os mais conhecidos, como o da deputada federal Antonia Lúcia e do deputado estadual Denílson Segóvia, ambos do PSC. As acusações contra a dupla são pesadas. Também há o do deputado estadual Walter Prado (PDT).

Novela comprida
O MPF voltou à carga contra o senador Jorge Viana (PT). Dessa vez o parlamentar foi posto no mesmo balaio do deputado estadual Walter Prado (PDT). A Procuradoria da República foi ao TSE recorrer contra decisão do TRE, que inocentou a dupla das acusações que lhes foram imputadas. Essa novela ainda terá vários capítulos.

Só segunda
Desde a tarde de quarta-feira, ainda em cinzas, os trabalhadores normais pegaram no batente. Curtiram a ressaca trabalhando. Já os nossos nobres vereadores, deputados e senadores voltam ao trabalho somente na terça-feira. Como cansa essa vida mais ou menos!

Crítica ao Petecão
Suavemente, Marcio Bittar criticou o senador Sérgio Petecão (PMN) por ele ter votado a favor do salário mínimo de R$ 545, como propôs o governo federal. Essa é uma maneira gentil de queimar futuros adversários, embora estejam como aliados hoje.

Relação tensa
Se você é daqueles que gosta de paz e tranquilidade, é melhor não participar de uma conversa entre os tucanos Tião Bocalom e José Wilson Leão no mesmo galho. Leão tem se mostrado uma fera quando fala a respeito do presidente estadual do PSDB.

Para pensar
Se Tião Bocalom tem se mostrado incapaz de manter a harmonia e o debate democrático dentro do PSDB, pense qual seria o seu comportamento se tivesse sido eleito governador? É apenas para pensar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Levantamento da CNM

Acre é onde mais prefeitos
ficaram sem mandato
Em termos proporcionais, o Acre é o Estado onde o maior percentual de prefeitos eleitos nas eleições de 2008 foram afastado de suas funções.

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios, 13,6% dos eleitos nos 22 municípios acreanos perderam o mandato.

O mandato leva em conta a perda de apenas três mandatos.

O percentual, porém, é bem maior.

Ficaram sem mandatos os prefeitos de Feijó, Sena Madureira, Manuel Urbano e Acrelândia, sendo que neste último a substituição ocorreu duas vezes.

Veja a matéria completa
aqui.

Poronga de hoje

Intolerância religiosa
Essa imagem foi pedida “emprestado” do blog do Raimari (http://raimari.blogspot.com) e revela a intolerância dos evangélicos da Igreja Quadrangular de Xapuri com a maior festa popular do planeta. O bom xapuriense revela que a prefeitura banca, anualmente, uma festa das igrejas protestantes denominada “Semana Evangélica”. Já pensou se os foliões resolvem se posicionar contra o evento?

Melhor dos 13
O pessoal da coordenação de eventos do governo e da prefeitura aprendeu a fazer carnaval. O deste ano, sem sombra de dúvidas, foi o melhor dos últimos tempos. A festa agradou a gregos e acreanos. Ficou um gostinho de “quero mais”.

Condições postas
Não dá para deixar de mencionar que o carnaval deste ano foi melhor do que os anteriores porque as condições para a realização do evento estavam postas. A construção da Avenida Amadeo Barbosa permitiu que os foliões brincassem com maior espaço, comodidade e segurança.

Dois carnavais
A política já influenciou até no carnaval. Antes, havia o carnaval da prefeitura e o do governo. Felizmente, o pessoal chegou à conclusão de que o carnaval é do povo.

Fora de época
Animado com o formato do carnaval deste ano, um dos foliões disse ao colunista: “Agora dá para fazer um verdadeiro carnaval fora de época em Rio Branco”.

Governador folião
Tião Viana (PT) foi a todas as noites ao carnaval popular. O governador não escondia a felicidade pelo sucesso do evento. O petista orientou os organizadores a fazer uma festa que resgatasse a alegria e tivesse movimento constante. Foi o que aconteceu com a inovação do trio elétrico.

Conversa prévia
Antes do carnaval, Tião Viana chamou os organizadores e disse: “Não entendo de organizar carnaval. Quem entende disso são vocês. O que quero é uma festa que valorize a alegria dos foliões”. O pessoal entendeu o recado.

Música de Jorge
Vestido como folião a caráter, Jorge Viana (PT) arranhou como cantor na TV Aldeia. O senador pediu que o grupo Roda de Samba cantasse a música de Gonzaguinha “O que é, o que é?”. O petista soltou a voz cantando “viver e não ter a vergonha de ser feliz”. Todos somos eternos aprendizes!

Prefeito na pipoca
Animado como poucos, Raimundo Angelim foi para o meio da pipoca pular junto aos demais foliões. O prefeito estava acompanhado da esposa Gerlivia e de alguns amigos.

Os descontentes
Jorge Viana (PT) está no bloco dos ex-governadores descontentes com a vagareza do Senado. É o que diz reportagem publicada na Folha de S. Paulo. O parlamentar acreano reclamou das várias reuniões que decidem pouco. “Perde-se o senso de praticidade. É um choque violento.”

Desencontro com a vida
Para Jorge Viana, o mundo no Senado é totalmente desencontrado com a vida do país, que está numa dinâmica diferente, tomando decisões, ousando. “O parlamento precisa se encontrar com essa nova agenda e não ficar num rito de repetição permanente”, diz.

Mudança no Incra
Funcionários do Incra podem esperar porque o governo estuda mudanças na estrutura administrativa do órgão. Um dos principais objetivos é controlar mais de perto as superintendências regionais. Hoje, cada uma tem ampla autonomia para definir os planos da reforma agrária e a aplicação dos recursos.

Trabalho da Bruxinha
Alçada ao posto responsável pela Gestão Administrativa do Estado, a advogada Francis Mary, a Bruxinha, terá que fazer mudanças em postos chaves da sua pasta para conseguir realizar sua tarefa. Há duas peças na equipe que não se encaixam na nova dinâmica. Não é necessário ser bruxo para saber quem são os personagens.

Bloco radical
Há um bloco de petistas acreanos querendo radicalizar contra aliados históricos. Esses moços e moças não entenderam que esse é o pior momento para espatifar as coisas no âmbito da FPA. A unidade é o segredo do sucesso.

Curtindo a popularidade
Terça-feira à noite, Sérgio Petecão (PMN) passeou pela Avenida Amadeo Barbosa curtindo o carnaval. O senador continua com a popularidade em alta. Foi o que deu para perceber pela quantidade de abraços e cumprimentos que recebeu.

Bittar na pista
Outro político oposicionista que ainda parece em lua-de-mel com o eleitor é o deputado federal Marcio Bittar (PSDB). Acompanhado da mulher Márcia, o tucano foi muito cumprimentado na Amadeo Barbosa.

Doutorado portenho
Virou moda. Graduados que não conseguem passar por provas de seleção em universidades brasileiras pegam as malas e vão fazer doutorado na Argentina. Estudam 15 dias para pagar os créditos, depois retornam para fazer a tese. Vai “chover” doutor no Acre.

Made in Paraguai
Outro destino bastante procurado pelos que pretende ser doutores é a cidade de Assunção, capital do Paraguai. Os estudantes juram que os diplomas obtidos são 100% originais. A reputação do país não aponta nesse sentido.

Os agentes de novo
Os agentes penitenciários anunciam nova paralisação para este sábado. Irão parar por 24 horas. Têm uma enxurrada de reivindicações. Há muita gente dentro do governo arrependida pela criação da categoria.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Meu pitaco

O debate da hora

ou a hora do debate

Confesso que tenho dificuldades para entender muitas coisas.

Até mesmo quando são questões óbvias demoro minutos e até horas procurando um entendimento.

Encaro essas dificuldades como normais.

Nunca fiz teste de QI, mas sei que não é tão elevado como os de doutores e especialistas nas ciências variadas. Se assim fosse, não necessitaria ganhar a vida tentando escrever.

Ultimamente, venho quebrando o quengo pensando sobre as diversas interpretações políticas na novela em que foi transformado o fuso horário do Acre.

Os meus poucos neurônicos têm sofrido.

Desde que o fuso horário foi alterado, em abril de 2008, se passaram horas e horas de uma discussão incessante sobre a alteração.

A gritaria contrária foi maior do que o silêncio de quem concordou. Até o despertar do galo e as ameaças de onças comendo criancinhas foram utilizados como argumentos da turma contrária.

O pessoal contrário gritou, cantou, esturrou.

Quem concordou com a modificação preferiu permanecer quieto. Poucas foram as manifestações em defesa do novo horário.

Parecia que tudo iria se normalizar em outubro do ano passado, quando a maioria dos eleitores acreanos decidiu pelo retorno do antigo horário, em referendo convocado pela Justiça Eleitoral.

Entre ter o horário de Nova York e Brasília, o “enjoado” acreano preferiu ficar mais próximo (ainda que seja no ponteiro do relógio) da metrópole norte-americana.

A restituição do antigo horário (duas horas em relação à Brasília) deveria ter entrado em vigor a partir de janeiro deste ano. Era o que todos esperavam. Mas não foi o que aconteceu.

No Senado da República, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), não quis chamar a responsabilidade apenas para si. Tratou de encaminhar a matéria para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Raposa velha na política, Sarney logo percebeu o que estava por trás da história. Não quis meter a mão na cumbuca.

A postura do velho político apontou que a questão do fuso acreano não era tão simples como parecia.

A suspeita se manifestou quando foi veiculado na imprensa que a Rede Globo de Televisão e a Associação Brasileira da Emissora de Rádio e Televisão (Abert) estariam influenciando os senadores.

A relatoria da consulta caiu nas mãos de Sérgio Petecão (PMN). Rápido, o senador acreano decidiu pela entrada em vigor do resultado do referendo imediatamente. Era de seu interesse político agir dessa forma.

Antes de se pronunciar, porém, Petecão informou que recebeu visitas de representantes da Globo e da Abert. Revelou também ter recebido telefonema do senador amazonense Eduardo Braga (PMDB).

O relatório de Petecão foi à apreciação da CCJ. Na segunda sessão, a maioria dos senadores foi convencida pelos argumentos de Pedro Taques (PDT-MT) e Demóstenes Torres (DEM-GO).

Taques e Torres mostraram-se favoráveis ao retorno do antigo horário acreano. Alegaram, no entanto, que a medida não poderia ser tomada com base no referendo.

Segundo eles, o referendo foi feito de forma errada. Se decidissem pela entrada em vigor, os senadores simplesmente estariam atropelando a Constituição da República, pois um Decreto Legislativo não pode ser superior a uma lei.

O fuso horário do Acre foi alterado em 2008 por meio de uma lei que tramitou no Senado e na Câmara dos Deputados. Somente outra lei pode alterá-la. Esse é o entendimento jurídico.

Antes de Pedro Taques e Demóstenes Torres, esse questionamento havia sido levantado pelo senador acreano Jorge Viana (PT).

Os argumentos dos senadores foram tão convincentes que deixaram Sérgio Petecão atordoado. O senador-relator ficou sem saber o rumo a tomar. Como um relógio desajustado, retirou a matéria de pauta para entendimento sem ter convicção do que estava fazendo.

É importante fazer o histórico para chegar ao ponto mais importante.

Sérgio Petecão foi um dos maiores defensores do referendo. Fez campanha aberta para a consulta popular. É claro que votou pelo retorno do antigo horário.

Petecão é experiente e sabe a conotação política que o tema tomou. Ele jamais retiraria a matéria de pauta se tivesse convicção de que o referendo foi realizado dentro da legalidade.

Se convicto estivesse, o senador teria se posicionado firme. Usaria os argumentos que dispusesse para tentar convencer os seus pares.

O senador-relator sentiu que estava perdido porque os demais membros da CCJ não queriam consertar uma ilegalidade com outra ilegalidade.

Políticos eleitos pelo voto, os senadores sabem que a vontade do povo é soberana, mas deve seguir o que está escrito na Constituição da República.

É fato concreto que o referendo passou ilegalmente por todas as instâncias. Não houve a devida atenção nem no Congresso Nacional nem na Justiça Eleitoral. É melhor que isso fique bem claro.

Também é fato que o conjunto dos senadores que compõe a CCJ mostrou-se disposto a fazer valer a vontade do povo acreano, desde que siga o caminho da legalidade.

O próprio Pedro Taques destacou que o horário estabelecido em 1913 “leva em conta o ciclo da vida e que foi concebido a partir de uma razão cientifica”.

O que não é verdade é querer imputar a protelação a políticos ligados à Frente Popular e ao PT. Isso é jogo baixo.

O próprio governador Tião Viana, que foi o autor da lei que modificou o horário do Acre e de parte do Amazonas e do Pará, votou favoravelmente pela realização do referendo.

A história tem demonstrado que os petistas acreanos e os seus aliados não são useiros do tapetão para tentar reverter uma situação eleitoral que lhes seja desfavoráveis.

É preciso deixar cristalino que a apresentação de uma nova lei é a única forma de corrigir um erro. É o caminho mais rápido e seguro para garantir a vontade popular.

Vai demorar mais uns dias, mas o que foi decidido será respeitado. A pressa, como ficou patente neste episódio, leva ao cometimento de erros graves. Muitas vezes irreparáveis.

Se o resultado do referendo entrasse em vigor, como querem os mais apressados e que tem interesses políticos não revelados, seria abertas fendas jurídicas gigantescas.

Empresas e cidadãos que sentissem prejudicadas ficariam à vontade para recorrer à Justiça e dificilmente não obteriam êxito. O referendo, é bom que se repita, foi feito de forma equivocada, como frisou Demóstenes Torres.

A aprovação de uma nova lei impedirá que chegue ao Supremo Tribunal Federal enxurradas de Ações Diretas de Inconstitucionalidade. Esse fato foi alertado pelos senadores.

Bem, passadas as explicações preliminares, vamos às interpretações políticas.

A protelação beneficiará apenas a oposição. Os opositores fizeram do tema uma espécie de segundo turno do processo eleitoral de 2010. É tanto que o deputado estadual calouro Wherles Rocha (PSDB) vibrou com a decisão da CCJ.

Eufórico, o tucano disse: “Desse jeito nós seremos logo, logo governo e você oposição”. O sentimento não é único do parlamentar. É da maioria dos oposicionistas.

Diante de um posicionamento como o de Rocha não o seria de estranhar que o Sérgio Petecão soubesse que estava fazendo a coisa errada, mas manteve a posição para impingir desgaste aos adversários no Acre.

Se o conhecimento técnico e a seriedade de Demóstenes Torres não fossem de domínio nacional, não seria descabido pensar que ele agiu em conluio com a oposição acreana ao argumentar sobre a necessidade da apresentação de um novo projeto de lei.

Torres é oposição ao PT em Brasília e em Goiás. Não tem motivo para se afinar com os petistas acreanos.

A quem interessa o prolongamento desse debate? Essa é a pergunta a ser feita.

Ao PT e aos partidos da FPA é que não.

Como a oposição é a única beneficiadas é pouco inteligentes afirmar que o senador Jorge Viana (PT), membro da CCJ, trabalha contra a vontade popular.

Viana foi eleito prefeito de Rio Branco e duas vezes governador. Chegou ao Senado como o parlamentar mais bem votado da história do Acre. Sabe como poucos o valor de um voto. Seria inábil demais se posicionar contra o que o povo decidiu. E inábil em política é o que menos é.

Ao firmar posição em favor da proposta da apresentação de um novo projeto de lei, Jorge Viana sabia que esse é o melhor e único caminho para que a vontade do povo acreano seja respeitada.

Aprovar simplesmente o referendo significava abrir um labirinto jurídico, que poderia levar anos para os ponteiros serem acertados. Isso precisa ficar claro.

Volto repisar sobre a dificuldade para entender muitas coisas.

Mas há coisas óbvias. Essa é uma delas.

É sentimento comum de que quanto mais a decisão sobre o horário for postergada, mais o PT e a FPA serão desgastados. Serão tachados de todos os adjetivos, menos de democratas.

Se for assim, por que então os governistas trabalhariam contra a entrada em vigor do horário antigo? Não faz o menor sentido pensar dessa forma.

Por menor QI que o ser humano tenha, ele não iria acreditar que um grupo político seria capaz de automutilar perante a sociedade. De cometer suicídio.

Esse pessoal que caminha para 16 anos de governo não chegou ao poder cometendo erros primários. É bom que isso fique claro.

As personagens políticas envolvidas na discussão precisam ser mais claras e jogar mais limpo com a sociedade. É inadmissível que alguns continuem fazendo um discurso em público e agindo ao contrário nos bastidores.

O debate é bem-vindo todas as horas, mas esse debate sobre a nossa hora tem que ser mais sério, levando-se em consideração a vontade popular. Sem politicagem e sem joquinho.


É assim que pensa um sujeito de QI baixo

Em tempo: Fui contra a maneira como o horário do Acre foi mudado. Mas, ao longo do tempo, me acostumei. No referendo votei pela manutenção e fui derrotado. Apesar da derrota nas urnas, sou favorável que a vontade da maioria seja cumprida. Creio que todos os acreanos tenham esse mesmo sentimento.

Poronga de hoje

Vândalos na bandeira
Os vândalos agiram no marco da bandeira acreana, no Calçadão da Gameleira. Pelo prazer de destruir, derrubaram a placa que traz informações preciosas aos turistas e demais visitantes do espaço sobre a nossa história. Atitudes como essas têm que ser punidas como maior rigor. O cidadão ou cidadã não pode sair por aí destruindo o patrimônio público impunemente.

Deu a previsão
A coluna havia previsto que os senadores da CCJ do Senado não mandariam entrar em vigor imediatamente o referendo que restituiu o antigo fuso horário do Acre. Não, não foi nenhum exercício de futurologia. Foi apenas o conhecimento mínimo da Constituição da República. Um decreto legislativo não sobrepõe uma lei.

Referendo atravessado
Não foi verbalizado publicamente. Nas entrelinhas, porém, a maioria dos senadores da CCJ deu a entender que o referendo realizado no Acre em outubro do ano se deu de forma atravessada, sem seguir os preceitos legais. Infelizmente, essa é a verdade.

Voto em separado
Os membros da CCJ acompanharam o voto em separado do senador Pedro Taques (PDT-MS), que defendeu o retorno do horário antigo, conforme estabelecido em 1913, mas lembrou sobre os preceitos constitucionais que poderiam ser atingidos caso o resultado do referendo entrasse em vigor imediatamente.

Ponteiros acertados
Senadores do Mato Grosso e de Goiás, respectivamente, Pedro Taques (PDT) e Demóstenes Torres (DEM), acertaram os ponteiros com suas argumentações. Fizeram os demais parlamentares enxergarem o risco de entrar na ilegalidade. O pedetista foi procurador da República. O democrata é procurar de Justiça. A CCJ, como o próprio nome diz, é para agir conforme a Constituição.

Pedido de Petecão
Antes de proferir o seu voto, Demóstenes Torres revelou o pedido de Sérgio Petecão (PMN) para que votasse pela imediata aplicação do resultado do referendo. O goiano argumentou que não podia fazê-lo porque afrontaria a Constituição. “O referendo foi feito de forma totalmente equivocada”, disse.

Senador de oposição
A posição de Demóstenes Torres pôs por terra as especulações de que políticos da FPA do Acre estavam por trás da protelação da entrada em vigor do fuso. Torres é um dos mais ferrenhos opositores do PT no Brasil. Um detalhe: é oposição aos petistas em Brasília e em Goiás.

Sentimento coletivo
A vontade da maioria da população acreana será respeitada. Há na CCJ esse sentimento coletivo. O retorno do antigo fuso demorará um pouco mais porque será necessário apresentar um novo projeto de lei para que isso aconteça. Foi tudo acordado, inclusive, com o aval do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Euforia opositora
A oposição diz não querer politizar a questão do fuso. Leia o que disse o eufórico deputado estadual Wherles Rocha (PSDB) e conclua: “Desse jeito nós vamos chegar ao governo logo e vocês passarão a ser oposição”. Isso é querer fazer uso político ou não?

Preparo melhor
As sessões da CCJ transmitidas pela TV Senado revelaram que Sérgio Petecão necessita se preparar melhor para o debate. O parlamentar tem que entender que passou a conviver com as “cobras criadas” da política nacional. Relator da matéria sobre o fuso, o senador se embananou todo na hora de maior pressão. O fuso o deixou confuso.

Queimação de senadores
Jorge Viana (PT) reclamou da queimação na imprensa feita contra os senadores Pedro Taques e Eduardo Braga (PMDB-AM), contrários à entrada em vigor do referendo. Quando o petista falava, Demóstenes Torres comentou: “Fique tranquilo. Eu sou culpado sempre”.

Posição das cortes
A Justiça Eleitoral não pode ficar calada diante da decisão da CCJ, que desconsiderou o resultado do referendo realizado em outubro de 2010. É o mínimo que se espera do TSE e do TRE.

Bittar e o tucanato
Marcio Bittar está com a corda toda junto ao tucanato. O deputado federal eleito pelo Acre foi escolhido pelo presidente nacional do PSDB para compor o colegiado de tucanos que representará o partido nas discussões sobre a reforma política. O comando do processo de discussão ficará com o senador Aécio Neves (MG).

Fiação da catedral
Não faltava mais nada. Os ladrões resolveram levar a fiação da rede elétrica da Catedral Nossa Senhora de Nazaré. Felizmente, a informação é de que foi dado um freio nos furtos, o que é muito bom. Não seria nada romântico acompanhar a celebração da missa à luz de vela.

Proteção humana
Para assegurar que os ladrões não irão “visitar” as dependências do templo religioso, a Diocese não confiou apenas na proteção divina. Tratou de contratar empresa especializada em vigilância patrimonial.

Socorro aos vestibulandos
Acadêmicos aprovados no vestibular da Ufac foram pedir socorro aos deputados estaduais. Ótimo. Foram bem recebidos, ouviram discursos solidários, mas a medida de nada valerá. O assunto não é político. É jurídico. Cabe à Ufac ingressar com recurso para reverter a decisão do TRF que anulou o certame.

Assuntos diversos
A verdade é que os deputados estaduais têm se preocupado muito com assuntos que estão fora da sua alçada. Seria melhor se os nobres passassem a olhar para as questões que, de fato, lhes são inerentes.

Carteira vencida
Tente embarcar numa companhia aérea com a carteira de identidade vencida, para ver se consegue. Consegue não, caro leitor! Se a coisa é assim, a exigência prevista no edital do vestibular não é tão descabida.

Reunião e definição
Comentário ouvido pelo colunista entre os servidores da Aleac: “A mesa diretora faz muita reunião, mas tem pouca definição”. A reclamação entre os barnabés é geral.

Desavença pública
O pior é que a falta de sintonia do presidente Elson Santiago (PP) com o primeiro-secretário Ney Amorim (PT) é de domínio público. O petista tem o apoio do segundo-secretário José Luiz Tchê (PDT). Sem a ajuda da dupla, o progressista não decola.

Jorge e o Haiti
Bola dentro de Jorge Viana (PT) nessa questão dos haitianos que estão em Brasileia. O senador propôs a criação de uma comissão externa do Senado para verificar a situação in loco. Essa é uma questão de alçada federal. O governo do Estado e a prefeitura não podem carregar o ônus sozinho.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Poronga de hoje

A vida real em cartaz
O nome dela é Sebastiana Barroso. Tem 67 anos, é natural de Boca do Acre (AM). Todos os dias estaciona sua cadeira de rodas em frente ao Cine Teatro Recreio, onde faz ponto para pedir. A sua vida real é igual à de tantas outras sebastianas espalhadas pelo mundo: um drama constante. São existências diferentes da ficção exibida nos filmes que estão em cartaz no mostruário que compõe a fotografia de Marcos Vicentti. Ô mundo tão desigual, tudo é tão desigual...

Dois meses
Tião Viana (PT) completou dois meses de governo ontem. Nesse período, o governador imprimiu um ritmo acelerado. Dá a impressão de que corre contra o tempo para tentar cumprir todos os compromissos assumidos em campanha. O petista demonstra que vai acelerar ainda mais nos próximos 46 meses.

Tem assessor e secretário de governo assustado com o ritmo de Tião Viana. É bom esse pessoal acompanhar a pisada. O governador não aceitará quem ficar para trás comendo poeira. O dia da avaliação de desempenho está próximo.

Nesse ritmo frenético, Viana não deixa de lado a gestão, mas tem procurado contaminar o governo de política. O secretário não basta ser técnico. Tem que entender da arte originária da antiga Grécia.

TV Senado
Todo mundo ligado mais cedo hoje na TV Senado, canal 16. Às 10 horas (horário de Brasília), os senadores da Comissão de Constituição e Justiça se reunirão para debater o retorno imediato ou não do antigo fuso horário do Acre. Fique sintonizado.

O povo certo
José Sarney (PMDB-AP) disse aos deputados acreanos e ao senador Sérgio Petecão (PMN) que o povo do Acre está certo e que a sua vontade sobre o fuso horário teria que ser respeitada. Disse o óbvio, pois ninguém discorda disso. Esqueceu-se de explicar o porquê de não ter sancionado o referendo imediatamente.

Entre as muitas falas sobre o fuso horário ontem na Aleac, a de José Luiz Tchê (PDT) soou como a melhor. O pedetista jogou a culpa na indecisão no presidente do Senado, José Sarney. Foi ele quem encaminhou o assunto à CCJ. O morubixaba, aliás, está no rol dos amigos citados pelo senador Sérgio Petecão.

Interessante a proposta de Dudu Farias (PC do B) para solucionar a falta de CRM de médicos formados no exterior. O comunista propõe que os formados passem seis meses estudando para obter os créditos e um ano e meio trabalhando no interior do Estado, sob a supervisão dos órgãos competentes. A ideia é boa, mas é pouco provável que o corporativismo dos homens de branco deixe prosperar.

Tucanos panfletários
Pegando carona na insatisfação dos usuários de transporte coletivo contra o aumento da tarifa, o PSDB distribui panfleto acusando o governo do Estado pelo reajuste. O texto é duro e agressivo. Os tucanos panfletários poderiam ter evitado as manifestações de Tião Bocalom e Marcio Bittar. A dupla que pretende chegar à prefeitura pode ser cobrada mais tarde.

Sorriso maroto
Lideranças opositoras esboçam um sorriso maroto sempre que indagadas sobre a posição do senador Sérgio Petecão (PMN), que se comporta como opositor do PT no Acre e de aliado em Brasília. A avaliação é de que o parlamentar pode se queimar ao acender duas velas para santos distintos. A coluna não aposta na queimadura.

Finanças sindicais
Fonte boa garante que as finanças de um dos maiores sindicatos do Acre não está entre as melhores. O abalo financeiro é grande. A coluna vai apurar melhor a situação para publicar detalhes.

União improvável
Responda rápido: como a oposição irá sair unida nas eleições municipais do ano que vem em Rio Branco se o PMDB pensa em lançar candidatura própria? A não ser que os peemedebistas estejam blefando novamente.

Turno extra
A oposição tentará em 2012 a estratégia que não deu certo em 2008. Os partidos lançarão mais de um candidato para tentar levar o pleito ao turno extra. O entendimento é de que o segundo turno é uma nova eleição.

Carnaval prolongado
Ao prolongar o horário do carnaval da Arena da Floresta para as 3 horas da madrugada, o governo pode esvaziar a folia em Senador Guiomard. Nos últimos anos, quando o ziriguidum acabava na capital, os foliões punham os pés na estrada para curtir no município vizinho.

Elogio e elogio
Há elogios que é melhor não serem ditos. Quando as carícias verbais saem de boca de pessoas pouco habilitadas, a situação é ainda pior. É desnecessário, por exemplo, o senhor Narciso Mendes sair por aí elogiando o governo do Estado. Aliados e adversários ficam sem entender. O silêncio dessas pessoas, na maioria das vezes, é uma bela poesia. Passa da hora de alguém pedir para ele voltar a fazer ataques.

Liderança da oposição
Wherles Rocha (PSDB) tem pressa para se credenciar como líder da oposição na Aleac. O tucano não pode esquecer que para obter o cacife é fundamental se credenciar junto aos demais oposicionistas. O líder não se constrói apenas pelo espaço que usa na imprensa.

terça-feira, 1 de março de 2011

Reforma política

Voto obrigatório: sim ou não?

Você é contra ou a favor do voto obrigatório?

Se não tem opinião formada sobre o assunto, é melhor passar a ter.

Esse seráum dos pontos abordados e estudados pelos membros da comissão de reforma política criada no Senado.

Quinze senadores irão opinar se o cidadão brasileiro permanecerá obrigado a sair de casa e enfrentar filas para eleger os seus representantes e governantes nos dias de eleição.

É um tema que vem ocupando nas rodas políticas há muito tempo.

O voto obrigatório foi implantado no Brasil por meio do Código Eleitoral de 1932. Em 1934 tornou-se dispositivo constitucional.

O pais vivia um período de grandes transformações institucionais e necessitava que o processo eleitoral fosse cacifado de credibilidade.

Foi um mecanismo utilizado para garantir a presença dos eleitores.

Na época da implantação da obrigatoriedade, o Brasil era um país eminentemente rural. O eleitorado restringia-se a cerca de 10% da população adulta.

Os analfabetos e os jovens maiores de 16 anos não tinham direito a voto.

Hoje, a realidade do país é outra. Mesmo com a obrigatoriedade, as abstenções crescem a cada eleição, o que obriga os legisladores a repensar o modelo. Por isso, é importante debater o tema.

Sinceramente, o repórter é da opinião que o fim da obrigatoriedade terá um efeito prático: como o eleitor só sairá de casa se quiser, o preço do seu voto aumentará.

É a lei da oferta e da procura.

Em tempo: o repórter foi pesquisar no “Reino Encantado do Google” e ficou sabendo que a prática do voto obrigatório remonta à Grécia Antiga, quando o legislador ateniense Sólon fez aprovar uma lei específica obrigando os cidadãos a escolher um dos partidos, caso não quisessem perder seus direitos de cidadãos.

A medida foi parte de uma reforma política que visava conter a radicalização das disputas entre facções que dividiam a pólis.

Além de abolir a escravidão por dívidas e redistribuir a população de acordo com a renda, criou também uma lei que impedia os cidadãos de se absterem nas votações da assembleia, sob risco de perderem seus direitos.

Poronga de hoje

O alcoolismo
A imagem é triste, pois mostra um homem a caminho do fundo do poço. O alcoolismo corrói, destrói, humilha, castra sonhos, vira pesadelo. As palavras são supérfluas diante da fotografia captada pelo jornalista Tião Vitor. O leitor não acha?

Discurso e prática
Tião Viana (PT) tem conseguido coisa rara nos políticos: alinhar o discurso com a prática. O petista se elegeu governador falando sobre a necessidade de o Acre produzir e se industrializar. Suas principais ações nos dois primeiros meses de governo têm sido voltadas exatamente para os setores produtivo e industrial. Ele não esqueceu, é claro, de setores como Saúde e Segurança Pública. Esse é o caminho.

Custo das obras
Não poderia ser mais oportuno o seminário para debater as obras de infraestrutura realizadas no Acre. Foi uma oportunidade ímpar para técnicos do governo do Estado e do TCU expressarem seus pontos de vista. São de domínio público os constantes questionamentos da corte de contas federal sobre os custos da estradas acreanas.

Direito de legislar
Deputados estaduais de três Estado irão ao Congresso Nacional levar uma PEC que lhes garanta a prerrogativa de legislar sobre temas como trânsito, transporte, direito agrário, licitações e contratações. Atualmente, os parlamentares são como “rainhas” da Inglaterra - têm poder, mas não mandam em nada.

Mais médicos
Dilma Rousseff quer mais vagas nos cursos de medicina. Ela determinou um estudo ao ministro da Educação, Fernando Haddad. A presidente quer saber onde a carência de profissional é maior. O Acre é uma dessas localidades.

Obrigatório ou facultativo
Você é contra ou a favor do voto obrigatório? A obrigatoriedade do voto será um dos pontos a ser estudado pela comissão de reforma política do Senado. Os senadores têm pontos divergentes sobre o tema.

O voto passou a ser obrigatório no Brasil por meio do Código Eleitoral de 1932. Sua eficácia foi ratificada pela Constituição de 1943. A ideia primária era impedir que os representantes fossem eleitos sem uma quantidade significativa de sufrágios.

Índios na Funasa
Passou dos 100 dias a ocupação da sede da Funasa por índios. Fica a impressão de que a situação foi incorporada à paisagem, mas não deveria ser assim. Passa da hora de uma solução ser encontrada. Não é normal um prédio público ser invadido, os animais domésticos serem criados no ambiente e pessoas desfilarem enroladas em toalhas em pleno horário de expediente.

Os servidores da Funasa não têm a menor tranquilidade para trabalhar. E não poderia ser diferente. A ameaça é real e constante. Não pega bem para ninguém a demora para encontrar um fim ao impasse.

Nada de revolta
Não há revolta entre os partidos nanicos. Essa é a informação obtida junto a dirigentes partidários de três agremiações. Segundo as fontes da coluna, quem está querendo apagar fogo com gasolina é Julinho Zuza, presidente do PRP. Vai ficar isolado.

Prova de que não há pressão dos partidos por cargo, segundo os dirigentes, é que a reunião marcada para ontem foi completamente esvaziada. Também não procede a informação de que os parlamentares do PSDC e do PRP têm embarcado no grupo de revoltosos.


A insatisfação de Julinho Zuza vem desde a montagem da equipe de governo. Ele queria ser secretário, mas não emplacou. Chegou a tentar peitar o governador Tião Viana (PT). Levou um chega-pra-lá e pediu desculpas. O petista deixou claro que não aceita chantagem ou pressão.

Semana da publicação
Esta semana será publicado o acórdão do TSE que restitui Nilson Areal (PR) e Jairo Cassiano (PDT) para a prefeitura e vice-prefeitura de Sena Madureira, respectivamente. A publicação é esperada com ansiedade.

Nomeações na Aleac
A mesa diretora da Aleac deve iniciar esta semana as nomeações dos cargos comissionados do Legislativo. É imensa a apreensão nos corredores do Poder. Nessas horas todos acorrem aos seus padrinhos. Ninguém sonha em ficar pagão.

Papo de secretários
Nesses primeiros dias de cargo, o primeiro e o segundo-secretário da mesa diretora da Aleac têm conversado bastante. Ney Amorim (PT) e José Luiz Tchê (PDT) demonstram afinação. Terão que chamar o presidente Elson Santiago (PP) para reger bem a orquestra.

Negociação na prefeitura
Está marcada para hoje nova rodada de negociação de assessores do prefeito Raimundo Angelim (PT) com representantes dos sindicatos. A prefeitura deverá apresentar nova proposta de reposição salarial.

Pista do aeroporto
Ainda vai demorar bastante para que as obras na pista do Aeroporto Internacional Plácido de Castro sejam concluídas. Quem garante são fontes da Infraero e do 7º Batalhão de Engenharia de Construção.

Adequação ao horário
Enquanto essa novela do fuso horário não chega ao fim, o governo poderia se antecipar e modificar o horário de chegada e saída nas repartições públicas estaduais. A medida, com certeza, agradaria a gregos e acreanos.

Nosso lar
Dirigentes da Câmara de Vereadores de Rio Branco procuram imóvel para locar e instalar o Legislativo municipal. Ao menos três prédios foram vistoriados, mas não foi fechado negócio. Os parlamentares e funcionários estão há um bom tempo sem teto.