segunda-feira, 11 de abril de 2011

Opinião

Por que Petecão tem
medo da reforma política?

Leonardo Cunha de Brito

O Senador Petecão (PMN ou sem partido ou PSD, até não sei quando) afirmou em visita aos meios de comunicação que o Senador Jorge Viana é a favor do financiamento público de campanhas porque com isso mataria os pequenos partidos. Segundo a reportagem, o Senador é contra o voto facultativo, pois isso favoreceria (pasmem!) o assistencialismo do Governo.

Lendo a reportagem, indaguei-me sobre o que verdadeiramente ele quis dizer. E para mim, a resposta é muito simples: a reforma política que o Senador transgênico acreano defende é, simplesmente, que não haja reforma política alguma.

A razão é muito simples: o atual sistema político-eleitoral favorece o jeito Petecão de fazer política, que podemos batizar de “Petequismo”.

E o que é o Petequismo? É um jeito de fazer política baseado no assistencialismo, na troca de favores, no personalismo, na ausência de programa e na infidelidade partidária. Isso é exatamente tudo o que o Senador Jorge Viana e o PT combatem, sempre combateram e combaterão a vida inteira.

O senador Petecão tem uma estranha mania de querer se fazer de bobo e de achar que as pessoas que ouvem seus discursos também o são. É por isso que brinca com a inteligência das pessoas com esse tipo de afirmação vazia.

Quando critica o financiamento público defendido por Jorge Viana e pelo PT, Petecão na verdade está dizendo “deixem tudo como está!”. Assim ele pode continuar fazendo suas campanhas sem nenhuma transparência, com financiamentos escusos, na base do assistencialismo e, como é de conhecimento público, sendo acusado de compra de votos.

Na verdade, até hoje, Petecão ainda não disse a que veio na vida pública. Não se conhece uma contribuição significativa que tenha dado como parlamentar para a cidadania acreana e brasileira. Sua única “ação” de mandato é “fornecer” transporte de graça para enterros se valendo da desgraça de pessoas pobres quando da morte de seus entes queridos, além de outros favores individuais. Seu intuito único e exclusivo é de manter uma rede de eleitores fiéis e vencer eleições. Anacronismo político puro. Um verdadeiro retorno ao que há de mais atrasado na política.

Outra característica do Petequismo é a incoerência extremada, que tem como marca a infidelidade partidária e a ausência completa de ideologia política. Tanto faz estar em qualquer partido político, defender qualquer coisa ou ir pra televisão dizer “vai dar certo!” ou “estou na moda!”. Tanto faz estar no PMN, no PSD ou no P “sei lá o que”. Tanto faz que seja um mandato do Acre ou do Amazonas ou negociado a troco de quê. Tanto faz que seja da base parlamentar da Dilma ou do Serra. O que importa é estar e se manter no poder.

Por fim, quando critica o voto facultativo com o argumento do “assistencialismo do governo”. Na verdade ele deve estar muito preocupado, pois terá que “convencer” em dobro o seu eleitor a votar nele.

Aliás, talvez não tenha percebido, mas em suas declarações mostrou de maneira muito clara ser contrário às políticas sociais implementadas pelos Governos do PT, como o Bolsa-Família e o Minha Casa Minha Vida. Sobre isso, ele deve uma explicação e uma posição mais clara aos seus eleitores e à sociedade acreana.

Provavelmente ele não saiba, mas tais políticas tiraram 30 milhões de pessoas da miséria (muitas incluídas em programas de economia solidária e no emprego formal) e vão permitir o acesso de mais de 1 milhão de pessoas à casa própria no Brasil. Talvez, o problema desses programas é que muitas dessas pessoas beneficiadas não vão precisar de um favor do “amigo” Petecão. Elas podem votar em que quiserem. Aliás, ao que consta, Petecão foi muito bem votado dentre os beneficiários de tais programas, o que, definitivamente desdiz sua majestosa tese. Ao contrário da doutrina Petequista, tais políticas são instrumentos de emancipação e não de dominação das pessoas sofridas.

Sobre o voto facultativo, o PT é contra a sua adoção por entender que a nossa jovem democracia ainda não está preparada para o voto facultativo e não por um argumento tão esdrúxulo como o apresentado pelo nobre “Senador do Povo”.

Defendemos sim o financiamento público, a fidelidade partidária, o voto em lista fechada e o fim das coligações proporcionais, pois entendemos que a democracia se faz com transparência, com fortalecimento de partidos e de seus programas, com coerência política e, sobretudo, com soberania popular. E só há soberania popular com o voto ético, consciente e livre de enganadores.

Presidente da Executiva Regional do PT

Opinião


Kassab, Petecão e
a conexão amazônica

Gilberto Kassab veio, viu e gostou da recepção que teve em Rio Branco. Foi recebido em clima de euforia no Aeroporto Internacional Plácido de Castro pelos aliados acreanos.

Antes de pisar o solo acreano, fez atos em Salvador, Goiânia, Curitiba e Belo Horizonte. Em cada cidade preparou um discurso de acordo com o interesse da plateia.

Hora aparece como afinado com a presidenta Dilma Rousseff, hora deixa a turma livre para surfar na oposição.

O prefeito de São Paulo tirou este fim de semana para realizar a pescaria nos Estados amazônicos. Teve agenda em Palmas (TO) e irá a Manaus (AM) hoje à noite, onde amanhã participa de ato político.

Das três cidades da região, o paulistano levará no embornal diversos peixes pequenos. São pescados simbólicos para fazer número nos poucos dias que antecedem a Semana Santa. Mas o que ele quer mesmo são os peixes grandes com mandatos de senador, deputado federal, prefeito e governador.

Pelo que se viu e que se escutou, a incursão na floresta amazônica foi proveitosa. O anzol foi posto na boca do governador do Amazonas, Omar Aziz, do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, e dos senadores Kátia Abreu (TO) e Sérgio Petecão (AC).

Kassab pôs um caniço na água da infidelidade partidária. A tralha de pescador é uma isca atraente para quem não tem ideologia como princípio de vida. Prova inconteste é a fisgada de políticos infiéis, como se tivesse estendido uma malhadeira gigantesca no rio das contradições eleitorais.

Sufocado dentro de uma aliança histórica do PSDB com o DEM em São Paulo, o prefeito decidiu pular fora e criar um partido para chamar de seu.

Escolheu uma sigla que relembrasse um presidente emblemático da vida nacional e ressuscitou o PSD, partido que abrigou o mineiro Juscelino Kubistchek.

Kubistchek quis 50 anos de desenvolvimento em apenas cinco de governo. Fez muitas coisas. Kassab está conseguindo criar um partido forte em menos de 50 dias.

Com a ideia de montar um partido na cabeça, o paulistano pôs os pés na estrada. Contou com as falhas gritantes do ineficiente e ultrapassado sistema eleitoral brasileiro para dar vida a seu plano.

Antes da caminhada, tratou de acenar com uma conveniente aproximação com o Palácio do Planalto. Sonhando ser governador de São Paulo, deixou claro que o PSD fará parte do consórcio que apoia a presidenta Dilma Rousseff.

Nessa aproximação com o governo federal, o “dono” do PSD encontrou guarida até entre políticos que, assim como ele, trabalharam fervorosamente pela candidatura derrotada do tucano José Serra.

Entre esses políticos ex-serristas está o senador acreano Sérgio Petecão.

Mesmo distantes territorialmente e tendo se aproximado fisicamente há pouquíssimo tempo, Petecão e Kassab guardam profundas semelhanças na forma de fazer política.

Tudo que o prefeito paulistano conquistou na política foi no extinto PFL (hoje DEM), na aliança com PSDB. Herdou, aliás, a prefeitura da maior cidade brasileira graças à renúncia de José Serra, que se elegeu governador.

Os tucanos foram tão fieis a ele que deixaram a candidatura de Alckmin a prefeito no meio do caminho para apoiar sua reeleição.

Petecão, por sua vez, também foi tratado com carinho pelo PT e os demais partidos da Frente Popular. Com o apoio do grupo político, foi eleito para quatro mandatos de presidente da Assembleia Legislativa e um de deputado federal.

O senador acreano, assim como o paulistano, sentiu que seu espaço no grupo que o abrigou por tantos anos chegara ao teto e partiu para o lado da oposição, onde logo se cacifou como liderança.

Além da trajetória marcada pelo desprezo aos antigos aliados, Petecão e Kassab têm o mesmo objetivo: serem eleitos governador nas eleições de 2014. É nesse instante que aparecem as possibilidades de influência externa na política e nos destinos dos acreanos.

Durante a campanha do ano passado, por diversas vezes, o então candidato ao governo Tião Bocalom (PSDB) foi a São Paulo pedir socorro financeiro a José Serra e ao atual governador Geraldo Alckmin. A ineficiente fiscalização das prestações de conta dos políticos não aponta se o reforço de caixa veio.

Enquanto Bocalom ia a São Paulo, Petecão foi a Manaus conversar com Omar Aziz, o governador que também está migrando do PMN para o PSD.

São Paulo, de Gilberto Kassab, e Manaus, de Amazonino Mendes, estão entre os municípios que têm o maior Produto Interno Bruto do país. São localidades onde há uma intensa circulação de recursos públicos e privados. E dinheiro é muita coisa numa campanha.

É de domínio público que os políticos amazonenses e paulistas não se negam a ajudar aqueles que enfrentam o atual grupo que está no governo do Estado. Há uma rivalidade não expressa publicamente de lideranças do Amazonas contra, principalmente, o governador Tião Viana e o senador Jorge Viana.

O Acre é pequeno, mas carrega uma simbologia nacional para os petistas por ser o único Estado onde o partido governa há quatro mandatos consecutivos.

Esse sentimento antagônico manifestou-se com grande repercussão nas eleições de 2006, quando o hoje deputado federal Marcio Bittar (PSDB) enfrentou o petista Binho Marques e perdeu.

Mais uma vez não houve confirmação oficial da entrada de dinheiro na campanha. Certo mesmo é que Bittar não ficou desamparado. Foi nomeado para ocupar cargo no governo do Amazonas sem necessitar suar a camisa e bater ponto. Sua mulher também recebeu pelo erário amazonense sem necessitar ir ao local de trabalho.

Na época, foi denunciada na imprensa amazonense uma suposta sociedade entre Bittar e o ex-governador e atual senador Eduardo Braga (PMDB). O parlamentar amazonense, segundo a denúncia, mantinha um volumoso rebanho bovino na fazenda do tucano, na estrada de Sena Madureira.

O político experiente e matreiro sabe que alimentar essa rivalidade traz bons dividendos. Petecão tem essa compreensão.

Compreende tanto que condicionou sua entrada no PSD à de Aziz. O senador do Acre sonha com o governo. Para tornar esse sonho realidade, não demonstra preocupação com a soberania do Acre.

O importante é que o financiamento da sua futura campanha esteja garantido por padrinhos que administram orçamentos poderosos, como Aziz, Kassab e o prefeito manauara Amazonino Mendes.

O acreano deve tomar cuidado para não ser fisgado pelas promessas de quem faz política mirando apenas o próprio umbigo - ainda que o faça em nome do povo.

Alternância de poder faz parte do jogo político. Mas é fundamental que o próprio povo se encarregue da alternar. A influência externa por meio da conexão amazônica foi coibida no início do século passado por José Plácido de Castro, o herói acreano que emprestou seu nome para o aeroporto que recebeu Kassab.

PS.: Omar Aziz é afilhado político de Eduardo Braga, o mesmo político que tentou influenciar na política acreana nas eleições de 2006.

Poronga de domingo

“Não negociemos pelo medo,
mas não tenhamos medo de negociar.”
(John F. Kennedy)

Cem dias de governo

Um dos discursos mais importantes da história da política mundial é o da posse do presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy, no dia 20 de janeiro de 1961.

Portador da esperança norte-americana, Kennedy pregou mudanças profundas nas relações do seu país com o mundo e com seus cidadãos, mas sabia das dificuldades que enfrentaria no caminho.

Diante de uma plateia atenta esperançosa, disse: “Nada disso será concluído nos primeiros cem dias. Nem nos primeiros mil dias, nem mesmo durante o mandato desta administração, nem, quem sabe, durante o nosso tempo de vida neste planeta. Vamos começar!”.

No discurso do norte-americano, ficou subentendido que ele queria evitar a tal avaliação de cem dias que marca a administração pública mundial. Também estava ciente de que os problemas de um país são constantes e necessitam de comprometimento de todos para serem solucionados.

Kennedy morreu cedo. Foi assassinado. A praxe de avaliar uma administração quando ela completa os cem primeiros dias permaneceu.

Aqui no Acre, o governo do petista Tião Viana completa hoje esse prazo.

Antes mesmo de assumir, porém, Tião Viana avisou que esse não era o prazo que gostaria de ter para a primeira avaliação da sua administração. E impôs mais 20 dias para que isso ocorra.

A postura de Viana confronta com algo imposto pela imprensa do mundo ao longo de anos, pois não há nada na literatura ou na liturgia do cargo que obrigue o governante a fazer essa prestação de contas prévia.

A história dos cem dias, aliás, teve origem em um fato histórico que não guarda vínculo com a administração pública. Esse foi o tempo em que o francês Napoleão Bonaparte passou exilado na Ilha de Elba, de onde saiu para assumir como imperador da França

Embora não seja obrigação do administrador se submeter a essa avaliação e não haja literatura a respeito, é possível, sim, avaliar os primeiros passos dados até agora.

Está claro que Tião Viana vem procurando seguir os compromissos firmados com a população acreana durante o processo eleitoral do ano passado. Basta verificar a proposta de plano de governo que apresentou à Justiça Eleitoral.

O governo decidiu atacar pontos considerados vulneráveis no projeto político administrativo do PT e dos partidos que formam a Frente Popular do Acre.

Um dos principais pontos vulneráveis é a relação de membros do governo com o conjunto da população. A acomodação e a autossuficiência de alguns terminaram por comprometer o projeto de governo e abriram flancos para que a oposição ganhasse espaço.

Médico por formação, o governador logo diagnosticou essa ferida e tem procurado se manter mais próximo das pessoas. Recomendou aos seus assessores que se portem com humildade e compreendam que o governo realmente é do povo.

Setores considerados nevrálgicos em qualquer governo, a saúde e a segurança pública merecem cuidado especial. Ambos, cada uma a sua maneira, estão relacionados ao bem mais precioso do ser humano: a vida.

Nesses primeiros dias de governo, nota-se também uma preocupação nunca antes vista com o setor produtivo. Em pouco tempo foram anunciados robustos investimentos na agricultura, piscicultura, pecuária e em toda a cadeia produtiva.

A Zona de Processamento de Exportação é vista como uma porta de possibilidades para a entrada e saída de investimentos capazes de gerar emprego e renda e fomentar a industrialização do Estado.

Tião Viana é o quarto governador consecutivo do PT no Acre. É representante de um projeto político que, cheio de erros e acertos, mudou a história e a trajetória do Estado.

Essa condição permite ao governador benefícios por não ter que reconstruir e reestruturar o Estado, mas também traz complicadores para solucionar o desgaste natural do poder.

A atual administração, embora signifique a continuação de um projeto iniciado há doze anos, tem que conviver mais com os ônus do que com os bônus das que a antecederam.

O nível de exigência da população acreana é muito maior do que o de 1999, quando o petista Jorge Viana assumiu o governo com a missão de, pelo menos, resgatar a autoestima de um povo que não tinha orgulho de ser cidadão do Acre.

A população é mais exigente do que em 2006, quando elegeu Binho Marques para continuar o trabalho feito nos oitos anos anteriores por Jorge Viana.

Longe de assustar, essa nova realidade tem que servir como estimulante. Quem está no governo deve ter consciência das palavras de Kennedy há 50 anos, pois nada será concluído nos primeiros cem dias.

Também não teremos um Estado pronto e acabado nem nos primeiros mil dias, nem mesmo durante o mandato desta administração.

O Acre não estará completamente preparado nem durante o nosso tempo de vida neste planeta. Mas Tião Viana e sua equipe devem trabalhar para entregar a tocha para uma nova geração sem que o pavio da esperança se apague, sempre tendo claro que um governante é lembrado pelo legado que deixa para a história e as futuras gerações.

Coleta de assinaturas
Anunciado: o PSD necessita de 500 mil assinaturas para ser registrado como partido. A missão não será difícil para os interessados em se acomodar na legenda.

Dia 13
O PSD nasce tão atrelado ao governo da presidenta Dilma Rousseff que deverá ser lançado dia 13, em Brasília.

Proibição de Lima
Presidente estadual do DEM, o ex-deputado N. Lima proibiu a presença de qualquer filiado no partido no ato que contou com a presença de Gilberto Kassab. A proibição foi de pouca valia.

O repúdio
Usando tom duro, N. Lima repudiou o que classificou de tentativas de Kassab em arregimentar simpatizantes para seu projeto político dentro do DEM. O ex-deputado deveria ser firme também contra o amigo Sérgio Petecão.

Reforço na equipe
Aníbal Diniz (PT) reforçou sua equipe no Senado. O ex-secretário da Seaprof Nilton Cosson e a ex-assessora de Comunicação Tainá Pires foram nomeados para o gabinete do senador petista.

Grêmios estudantis
Ainda há movimento estudantil. Várias escolas da rede pública se mobilizam para a eleição dos dirigentes dos grêmios. É bom saber que a juventude gosta de participar ativamente da política.

Tendências unidas
Na eleição do grêmio do CEBRB, todas as tendências do PT começaram o jogo dispersas. Quando perceberam que seriam derrotadas, resolveram se unir.

Previsão do Lhé
Por telefone, o velho militante Abrahim Lhé Farhat previu que vem mais água por aí: “A experiência trazida pelos meus cabelos brancos diz que este ano haverá o repiquete da Semana Santa”. Segundo ele, esse fenômeno ocorre a cada 10 anos.

Recorde de reclamações
A prefeitura de Feijó é a recordista de reclamação nos microfones da Rádio Difusora Acreana. Sem espaço no município, os moradores telefonam para a emissora e soltam a voz contra a prefeitura do senhor Dindim Pinheiro (PSDB).

Edvaldo em Lima
O comunista Edvaldo Magalhães está em Lima. Ele foi indicado pelo PC do B para acompanhar as eleições presidenciais do Peru, que acontecem hoje, na condição de observador internacional do partido. O candidato da esquerda lidera as pesquisas. Diga, leitor, se o Acre não é enjoado...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Poronga de hoje


A cura é uma questão de tempo,
mas às vezes é uma
questão de oportunidade.”

(Hipócrates)

Conversa com Carioca
Foi num site local que o vereador Jairo Carvalho saiu do PT para o PTC dizendo não querer conversa com Carioca Nepomuceno. A imagem que ilustra a coluna revela o contrário. O parlamentar de Plácido de Castro foi ontem ao Escritório de Governo com o assessor político para esclarecer os fatos. Disse que exageraram na tinta quando interpretaram a sua fala.

Marina palestrante
Marina Silva (PV) palestrará hoje na Brown University, em Providence (Rhode Island). Na próxima semana, dia 15, a ex-senadora dará o recado em Cambridge para conferência no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Falará sobre mudanças climáticas e políticas inovadoras no Brasil em universidades norte-americanas.

Quanto pior, melhor!
Está cristalina a estratégia de Wherles Rocha (PSDB) ao insuflar a greve na Polícia Militar. Major da corporação, o tucano manobra para empurrar a categoria para uma greve radicalizada, instituindo a quebra do diálogo com o governo. A leitura fica patente quando ele sugere que a classe apresente demandas inexequíveis, face as condições financeiras do Estado e o estatuto da corporação. Aposta no quanto pior, melhor!

Desordem geral
Analisando de forma racional, expressivo grupo de militares ainda não concebeu qual o alicerce que sustenta a estratégia do militar-deputado. Fonte da coluna foi ao âmago da questão: Rocha, apostando no caos, planeja insuflar a caserna a tal ponto de as autoridades constituídas recorrerem ao Exército para a manutenção da ordem e a salvaguarda da segurança da sociedade. Diante do caos generalizado, entende que a desordem sobreporia a razão.

Preceito elementar
Novato na política, o deputado já deveria saber que o diálogo é a ferramenta universalmente utilizada para que agentes públicos busquem o consenso, preservada a racionalidade e também os interesses da sociedade. Os policiais militares, por sua vez, devem entender que até nos momentos de conflitos a conversa funciona.

Voe TAM
Jorge Viana recebeu ontem em, seu gabinete em Brasília, o presidente da TAM, Marco Antonio Murilo de Aragão. Conversaram sobre os serviços aéreos no Brasil.

Qualidade das viagens
O senador acreano decidiu estudar e encontrar soluções para melhorar a qualidade das viagens aéreas e baixar o preço das passagens. Ele quer saber por que as tarifas são tão caras no Brasil. Jorge Viana disse que vai apresentar sugestões para melhorar as condições de funcionamento dos aeroportos.

Kassab vem
Somente a vontade de montar um partido para trazer um paulistano da estirpe de Gilberto Kassab ao Acre. O prefeito virá a Rio Branco sábado. Os ônibus do senador Sérgio Petecão se encarregarão de transportar a plateia.

Chance de explicar
Essa vinda de Kassab pode ser uma chance para Petecão explicar melhor sua saída do PMN para entrar no PSD. O senador pode tentar convencer o eleitorado revelando o porquê de rugir como um leão contra o PT no Acre e miar como um gatinho para o mesmo partido em Brasília.

Especulações mil
A forma como Petecão se comporta abre margem para as mais diversas especulações. A principal delas é essa suposta influência que o governador do Amazonas, Omar Aziz, teria sobre seu mandato.

Honda Amazônia
Tião Viana recebeu o diretor comercial da Honda Amazônia, Roberto Akiuma. A pauta trouxe possibilidades de mais investimentos. A ZPE também foi debatida. O empresário classifica a iniciativa como a consolidação de investimentos de projetos na região. Akiuma estava acompanhado do representante da multinacional no Acre Osvaldo Xavier.

Boa surpresa
Akiuma falou da surpresa que teve ao conhecer a capital acreana, por ser uma cidade limpa, que valoriza o lazer do cidadão, com seus parques. Tião Viana, por sua vez, comentou sobre o interesse de empresários chineses em também instalar empresas no Acre.

Candidatura avulsa
Se depender dos 15 senadores que compõem a comissão de reforma política do Senado, qualquer cidadão pode lançar candidatura avulsa para prefeito e vereador. Caso seja aprovada no plenário, a proposta dispensa a filiação partidária.

Percentual de apoio
O candidato avulso, porém, terá que obter apoio de ao menos 10% do eleitorado do seu município para ter direito de registrar a candidatura e receber o aval da Justiça Eleitoral.

Janela fechada
A comissão fechou possibilidade de abrir janela partidária para que políticos eleitos troquem de partido às vésperas das eleições. As regras de fidelidade partidária foram mantidas.

Empregada doméstica
Dia 27 é o Dia da Empregada Doméstica. A Câmara de Deputados prepara anúncio de bondade para a categoria. A CCJ aprovou, por exemplo, a eliminação da exigência de atestado de bons antecedentes criminais e o estabelecimento de um prazo de dez dias para a efetivação da contratação na carteira de trabalho. Essas trabalhadoras merecem muito mais.

Volta ao picadeiro
Sérgio Petecão gravou em seu site vídeo de apoio ao ex-deputado Luiz Calixto. Só há uma explicação para isso: o senador tenta trazer o aliado de voltar às luzes e ao picadeiro da política. Até onde se sabe, o ex-líder da oposição não sofre ameaça de ninguém.

Representação improdutiva
Jornalista em repouso, mas advogado atuante, Suede Chaves levantou um questionamento pertinente sobre os deputados com assento na Alec. Ele quer saber qual o parlamentar que tem como bandeira a causa da produção. A coluna responde: nenhum.

Na Correia vai
Os peemedebistas mais históricos acreditam que dessa vez o PMDB lançará candidato a prefeito de Rio Branco. Creem que João Correia não abrirá mão de concorrer. Ainda faltam quase dois anos para a eleição e tudo pode acontecer.

Bancada lenta
Está no ritmo de cágado a representação acreana na Câmara dos Deputados. Os parlamentares estão lentos para demonstrar serviço. Os únicos que ainda se movimentam são Perpétua Almeida (PC do B), Gladson Cameli (PP) e Flaviano Melo (PMDB) - o trio que sonha em chegar a postos mais altos.

Força do Purus
Tanízio de Sá, que concorreu a deputado estadual em 2006 com o slogan “A força do Purus”, deixou o PT. Entregou a carta de desfiliação ao presidente do partido em Manuel Urbano, Rubens Martins. Saiu atirando.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Poronga de hoje

Sem elegância no coração,
não há elegância”
(Yves Saint Laurent)

Recomeço
O prefeito de Sena Madureira, Nilson Areal, acompanhado do vice Jairo Cassiano, ontem à tarde foi recebido em audiência pelo governador Tião Viana, com quem tratou sobre o município e os termos de cooperação administrativa que serão colocados em prática entre o governo do Estado e a administração daquela cidade, agora que a Justiça reconduziu em definitivo a dupla à gerência do município.

Novos tempos
O governador Tião Viana, numa demonstração de apreço e respeito à população de Sena Madureira, comprometeu-se com o prefeito Nilson Areal em transferir a sede do governo do Estado ao município no próximo dia 15, norteado pelos princípios do programa denominado “Governo Itinerante”.

Arrogância da oposição
Observando o clima reinante entre as lideranças oposicionistas, o que se pode concluir é que a oposição está tão certa de que vencerá a disputa pela prefeitura da capital que se tornou arrogante ao extremo.

Poder divide
Ensina a história que o poder divide. Os oposicionistas nem precisaram galgar o posto de vencedores para se dividirem. Optaram pela divisão somente pela perspectiva de ganharem uma importante prefeitura. Imagine como estariam se tivessem vencido o governo!

Peru de véspera
Antes de cantar vitória fora do tempo, a turma da oposição deveria entender que não se perde nem se ganha eleição na véspera. A própria FPA sentiu isso na pele nas eleições do ano passado. O jogo se ganha jogando.

Ajuntamento
Toda essa confusão entre os oposicionistas apenas confirma que a oposição no Acre nunca se une. Ela, no máximo, junta-se a cada período eleitoral. Até hoje não conseguiu montar um projeto de governo alternativo ao da FPA.

Jorge no pinga-fogo
Com pouco mais de dois meses no Senado, Jorge Viana (PT) vai ganhando espaço no Senado e na mídia nacional. Terça-feira, o senador acreano esteve no quadro “Pinga-Fogo” do Jornal da Globo. Junto com o paraense Flexa Ribeiro (PSDB), Viana falou sobre a posição da OEA na Usina de Belo Monte.

Posicionamento infeliz
Para Jorge Viana, o posicionamento da OEA foi, no mínimo, infeliz ao querer a suspensão da obra. Já o oposicionista Flexa Ribeiro classificou a tentativa de intromissão como absurda.

Área de crise
Inteligente é quem tira proveito até em situações adversas. Foi o que fez a diretoria do Sinjac com o episódio em que os jornalistas foram impedidos de acompanhar a desocupação das casas no bairro Ilson Ribeiro II. Os profissionais da imprensa em breve terão a seu dispor um curso de como agir em área de conflito.

Conversa e parceria
A ideia do curso nasceu de uma conversa do presidente do Sinjac, Marcos Vicentti, com o subcomandante da Polícia Militar, Paulo César. Formatado nos moldes estabelecidos pela ONU, o treinamento inclui conhecimentos táticos em situações de crise.

40 vagas
Serão oferecidas 40 vagas para jornalistas e 10 vagas para acadêmicos de comunicação social. As inscrições serão realizadas no Sinjac, na primeira quinzena de maio. Os treinandos receberão aulas práticas e teóricas, noções de primeiros socorros e conhecimento de armamentos e segurança. Um jornalista do Rio de Janeiro, que recentemente participou da ocupação do Morro do Alemão, será convidado para falar sobre sua experiência.

Golpe acusado
Acuado pela marca da incoerência, Sérgio Petecão acusou o golpe que atinge sua popularidade. O senador fez uso da sua página na internet para se defender.

Seus eleitores
Por mais que tente, Petecão não conseguirá explicar seu apoio a Dilma Rousseff (PT). Ele votou e apoiou o tucano José Serra. Seus eleitores no Acre não votaram na presidente petista e, por não terem votado, logicamente não concordam com a postura do parlamentar.

Galho em galho
Eleitor algum gosta de político que vive pulando de galho em galho conforme suas conveniências. Quem vive nesse ramo tem que demonstrar fidelidade partidária e princípios ideológicos. Fica feio mudar conforme muda o vento.

Extinção do partido
O PMN caminha para a extinção no Acre. É a conclusão a que se chega com a saída do senador Sérgio Petecão e outros integrantes. Bem que os supersticiosos dizem que 33 é uma idade para morrer no calvário.

Sentimento de realização
Tião Viana deve ter sentido uma sensação diferente quando entregou à população as novas instalações do Hospital de Urgência de Rio Branco. Quando ainda era apenas um jovem médico, por divergir com os governantes da época sobre a precariedade das condições de serviço da unidade, o governador foi impedido de trabalhar naquele nosocômio. E o estabelecimento nem contava com a estrutura que conta agora.

Lage, o animador
O empresário Fernando Lage é o principal animador de uma candidatura de Sérgio Petecão ao governo. O mineiro sonha em herdar quatro anos de mandato no Senado caso o senador obtenha sucesso nas eleições de 2014.

Fórum de Segurança
Xapuri será o primeiro município a receber o Fórum Municipal de Segurança Pública. Será amanhã, a partir das 15 horas, no salão paroquial da Igreja de São Sebastião.

Espaço de discussão
Coordenador do projeto, o subsecretário de Segurança Pública, Ermício Sena, salienta que o Fórum Municipal será um espaço de discussão do tema nos municípios. Segundo ele, a ideia-força da iniciativa é a aproximação dos problemas da sua pasta com os demais setores que tratam do tema, tanto do ponto de vista da prevenção quanto da repressão.

Cem dias
Domingo se completam 100 dias que Tião Viana tomou posse em substituição a Binho Marques. O governador estabeleceu, porém, que a primeira avaliação da sua administração será feita com extados 120 dias.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Poronga de hoje

Se os fatos contradizem
os profetas,
pior para os fatos.”

(Nelson Rodrigues)

O caminhão e os galhos
Que coisa feia é esse caminhão trafegando na AC-40. Não há segurança nem para o motorista nem para os transeuntes. Há legislação específica proibindo esse tipo de transporte no Acre. Nessas horas, infelizmente, nem sempre aparece um agente da lei para coibir.

Guerra aberta
Sinais estão sendo emitidos de ambos os lados. Foi aberta a guerra nos partidos de oposição entre as principais lideranças. Estão em jogo as indicações para os cargos majoritários das eleições do ano que vem e de 2014. Não vai demorar para começarem a meter os dedos nos olhos e chutarem na canela.

Alimentadores da cizânia
Toda a cizânia na oposição é nitidamente alimentada pelo triunvirato formado pelo senador Sérgio Petecão (ainda no PMN), o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) e Tião Bocalom (PSDB).

Três contra um
O trio se uniu para enfrentar o deputado federal Marcio Bittar (PSDB), que manifestou interesse em concorrer à prefeitura de Rio Branco mesmo antes de ter sido eleito com mais de 50 mil votos. O parlamentar está sendo posto de escanteio, apesar de contar com apoio nacional do comando tucano.

Chapa prontinha
Conversas de bastidores informam que Petecão, Bocalom e Flaviano Melo querem rifar Bittar porque são eles que comporão a chapa para a prefeitura, governo e o Senado. O tucano concorreria a prefeito de Rio Branco, o senador iria para o governo e o peemedebista tentaria retornar ao Senado. Esse é o desenho.

Convencimento de João
Para viabilizar a candidatura de Bocalom à prefeitura, além de desbloquear a passagem com a rifada de Bittar, o trio terá que convencer o ex-deputado federal João Correia (PMDB) a não concorrer. Na melhor das hipóteses lhe seria oferecida a vaga para concorrer a vice-prefeito.

PMN e Kassab
Texto publicado no desatualizado site do PMN nacional (http://www.pmn.org.br) sobre o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab: “Esclareço que este senhor, Kassab, não tem nenhuma ligação conosco. Nunca participou ou contribuiu com nenhum de nossos projetos”.

Governador e senador
A direção nacional do PMN não poderia mesmo elogiar Kassab. O paulistano está levando para o PSD o governador do Amazonas, Omar Aziz, e o senador eleito pelo Acre Sérgio Petecão. Partido nenhum gosta de perder detentores de mandatos tão importantes.

Olavo da Farmácia
Vai levar o nome do vereador Olavo da Farmácia o antigo Mercado dos Colonos de Rio Branco. Campeão de votos em 2004, o parlamentar morreu antes de tomar posse. A publicação da homenagem ao sogro e padrinho político de Chico Viga (PT) foi feita ontem no Diário Oficial do Estado.

Fumê em carro
Outros poderes poderiam seguir o exemplo do Executivo e retirar o fumê dos seus carros oficiais. Os veículos do Legislativo e do Judiciário ainda mantêm a película. Sem o dispositivo, tudo fica mais transparente.

Decreto governamental
Pelo lado do Executivo, o governador Tião Viana mandou publicar decreto ontem proibindo o uso de películas ou outro dispositivo que escureça os vidros dos veículos oficiais ou terceirizados contratados pelo governo.

Pescaria no Penicão
Outrora símbolo de fedentina e descaso com a saúde, a Lagoa de Decantação do Conjunto Universitário, também conhecida como Penicão, foi transformada em um lago e, diariamente, é comum ver pessoas pescando no local. A pescaria se dá por meio de tarrafa e caniço. Os pescadores dizem que há uma abundância de tilápias.

Atrito inevitável
Funcionários reclamam dos atritos provocados na saúde. O colunista acredita que isso é inevitável. Não se faz mudança profunda numa área tão nevrálgica como essa sem atritar com aqueles que se acostumaram à zona de conforto.

Pagamento a marajás
Dizem que decisão da Justiça não se discute, cumpre-se. Não deveria ser assim nessa questão dos funcionários considerados marajás da Aleac. CPI instalada na Casa comprovou que a maioria dos ganhos salariais obtidos pelo pessoal se deu de maneira ilícita.

Dinheiro a receber
Em 2004, quando a CPI concluiu os trabalhos, constatou-se que, em vez de pagar, a Aleac tinha a receber quase R$ 5 milhões dos funcionários classificados como marajás. Por isso, é estranha a recente decisão do STJ.

Sales indiferente
Se dependesse do apoio da prefeitura de Cruzeiro do Sul, o Nauas não estaria disputando o Campeonato Acreano de Futebol Profissional. O prefeito Vagner Sales (PMDB) é completamente indiferente ao representante do segundo maior município do Acre. O desabafo foi feito pelo presidente da agremiação no blog do Ornelas (http://www.vozdoacre.com).

Mudou o jogo
O retorno de Nilson Areal (PR) para a prefeitura de Sena Madureira mudou o jogo da disputa eleitoral do próximo ano. O republicano sabe jogar bem. Até seus adversários sabem disso. O escolhido por Areal para sucedê-lo entrará com muita chance no gramado.

No meio do caminho
A vida de sindicalista não foi boa para Celina Ferreira da Costa. Afastada da presidência do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte do Acre e demitida por ordem da Justiça do Trabalho, a motorista de ônibus viu-se obrigada a parar no meio do caminho o curso de Arquitetura que fazia numa faculdade particular. O velho militante Abrahim Lhé Farhat abraçou mais essa luta.

Financiamento público
Os senadores da Comissão da Reforma Política aprovaram no âmbito da Comissão que as campanhas serão financiadas exclusivamente com recursos públicos. Esse é outro tema deveras polêmico e que enfrentará resistência no plenário e na sociedade.

Consulta popular
Mais uma vez os congressistas erram quando ficam debatendo a reforma política apenas entre eles. Seria mais inteligente, sensato e democrático uma consulta popular para que a sociedade opine sobre o sistema eleitoral que deseja.

A última coca-cola
Sempre se achando a última coca-cola do deserto, o blogueiro Altino Machado faz comentários desairosos sobre nota publicada na coluna na edição de ontem. Comenta, maldosamente, sobre informação de que a Câmara de Vereadores iria ocupar o prédio do antigo Anexo do Tribunal de Justiça. O colunista não se considera tão “bom” quanto Machado, mas publicou a informação com base em informações obtidas junto à direção do Legislativo municipal.

Vamos retrucar
Da mesma forma que Altino Machado gosta de fazer comentários maldosos e jocosos contra os colegas jornalistas, o colunista informa que, doravante, irá agir de forma semelhante com ele. Aqui no Acre não há apenas muro baixo. Na verdade não há muro. Ninguém pode se arvorar a palmatória do mundo, principalmente quando tem falhas, defeitos e perversões. Todo mundo sabe quem é quem.

Disputa pelo espaço
É perfeitamente normal que haja interesse no espaço do antigo Anexo pelo Judiciário e pela Câmara de Vereadores. Como o caso envolve duas instituições que têm seus dirigentes comprometidos com a civilidade, por certo chegarão a um entendimento.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Integração

Ponte do Juruá

Logo retorne de Pucallpa, onde participará como palestrante da aula magna na cidade peruana, Tião Viana (PT) retornará a Cruzeiro do Sul.

Na segunda maior cidade do Estado, o governador acompanhará a finalização dos trabalhos na maior ponte do Acre.

A última “pá de concreto e cimento” numa obra que tem mais de 500 metros de extensão será jogada hoje.

A ponte é vista pela população cruzeirense como a certeza de que, dessa vez, a integração do município pela BR-364 com a capital se concretizará.


A foto é antiga e foi captada por Marcos Vicentti.


Poronga de domingo

A guerra é a guerra
dos homens; a paz é a guerra
das ideias.”

(Victor Hugo)

Bola de seringa
A turma de hoje joga futebol com bola Nike, Adidas e outras marcas não menos famosas. O colunista também aproveita esse avanço tecnológico, mas não se esquece do passado. Uma coisa que não dá para ser esquecida, por exemplo, é a bola de seringa. Eu joguei com ela. Modéstia à parte, talvez esteja aí a explicação para a habilidade que tenho. Ela quicava demais e dificultava o domínio. Só os bons conseguem. Ainda há quem fabrique a “redonda”. Um dos fabricantes atende pelo prenome de Aldenor e pode ser visto no Parque Capitão Ciríaco.

Peça chula
Uma peça chula e carregada de baixaria. Essa é a classificação da ação movida pela direção estadual do PMN tentando surrupiar o mandato do petista Anibal Diniz para o suplente Carlos Augusto Coêlho. Os termos usados na peça jurídica diminuem ainda mais a chance de a ação prosperar. A coluna teve acesso ao teor do documento. Pura baixaria!

Representação no MPF
Ao contrário do divulgado, a direção local do PMN não ingressou com a representação no STF questionando o mandato do petista Diniz. O documento foi subscrito e protocolado pelo senador Sérgio Petecão na Procuradoria da República, em Brasília. Foi endereçado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Fonte das denúncias
Curioso na representação é que Carlos Augusto Coêlho e Sérgio Petecão fazem um monte de ilações baseadas numa fonte única: matérias publicadas no jornal O Rio Branco. Saíram do campo jurídico para o gramado pessoal de forma agressiva e torpe. A boa política não é para ser feita assim.

Relação aberta
Sexta-feira, Márcio Batista reuniu-se com diretores de escolas e coordenadores pedagógicos. O secretário municipal estabeleceu uma relação aberta para debater possíveis cortes no orçamento dos estabelecimentos, a fim de garantir, por exemplo, aumento salarial.

Próximo à base
Desde que assumiu a Secretaria Municipal de Educação, Márcio Batista passou a adotar a prática de permanecer constantemente próximo à base. Faz visitas periódicas às escolas para conversar com os funcionários. Está agradando.

Forte semelhança
Há uma forte semelhança entre o senador Sérgio Petecão (PMN) com a deputada federal Antonia Lúcia (PSC): ambos foram eleitos com votos do Acre, mas têm ligação profunda com políticos do Amazonas.

Onda conservadora
Toda análise que for feita na política acreana na atualidade necessariamente tem que vir acompanhada de uma observação sobre o conservadorismo. Somente na Aleac há ao menos uma dezena de deputados evangélicos.

Espaço da oposição
Sabedores desse conservadorismo, os opositores entram no meio e prometem o céu na terra. Só não indicam como irão garantir a salvação. É fundamental estar atento a essa movimentação.

Fim dos nanicos
Está muito próximo o fim dos partidos nanicos. Basta que a reforma política em discussão no Congresso Nacional seja aprovada.

Vantagem militar
A eleição de Wherles Rocha (PSDB), por si só, não trará benefícios para os policiais militares. Muito pelo contrário. Ninguém conquista apenas guerreando. O diálogo, quase sempre, é o melhor caminho. O tucano tem preferido o confronto.

Vieira, o exemplo
Exemplo de que os militares não ganham nada elegendo parlamentar de estilo belicoso está na Câmara de Vereadores. Qual foi o ganho da categoria com a eleição do Sargento Vieira? Ele, sim, ganhou com o mandato. No cargo, obteve remuneração salarial a ponto de comprar uma camionete de mais de R$ 100 mil no primeiro mês de mandato.

Incentivo à militância
Plenárias iguais à promovida pelo PT ontem têm como principal motivo envolver a militância na defesa do projeto da FPA. Os encontros serão realizados a cada trimestre.

Tempo de novatos
É tempo de muito novatos na Aleac. Há deputados calouros querendo mostrar serviço à população. Com o tempo, a tendência é de que haja uma esfriada nos ânimos.

Viés atravessado
Tem deputado achando que conseguirá arrancar benesses pessoais do governo na base da pressão. Esse é o viés errado. É zero a chance de o governador Tião Viana (PT) ceder. O petista começou na política no Senado, onde amador não se cria.

Quem loteou...
...dançou. A história do Acre está recheada de exemplos de administradores que lotearam sua administração aceitando pressão de deputado e se deram mal. A coluna vai citar apenas dois: Romildo Magalhães e Mauri Sérgio.

Coisa a mostrar
Tião Viana está compilando todas as informações sobre os primeiros meses da sua administração. Fará um balanço quando o governo completar 120 dias. O ritmo tem sido tão intenso que tem secretário e assessor quase pedindo água.

Nota tucana
O PSDB saiu em defesa de Sérgio Petecão e Carlos Augusto Coêlho. Estranho é o PMN não ter tomado a mesma medida. Será que a legenda já foi extinta no Acre?

Novo ninho
Assinada por Tião Bocalom, a nota pode ser encarada como a possibilidade de o presidente tucano mudar para o PSD caso não consiga viabilizar a sua candidatura a prefeito de Rio Branco.

Repasse do FPM
As prefeituras receberam a mais 12,3% do que fora estimado pela Receita Federal para o FPM em março. O percentual sobe para 14,8% quando comparado com o mesmo mês do ano passado. O problema é que esse crescimento é sazonal. Há meses em que cai muito e dificulta a vida dos prefeitos.