segunda-feira, 20 de junho de 2011

Coelho perdeu

Mandato de Anibal
é mantido no STF

Foi mais rápido do que a procriação do seu homônimo o sonho do professor Carlos Augusto Coelho de torna-se senador da República.

Numa canetada só, o ministro do STF Celso de Mello mandou ao arquivo o pedido o mandado de segurança com pedido de liminar impetrado pelo PMN, partido do suplente, contra o senador Aníbal Diniz (PT).

Celso de Mello, além de toda argumentação legal, pautou-se por parecer elaborado pela Advocacia do Senado.

Os advogados do Senado afirmaram que os documentos apresentados por Aníbal Diniz antes da posse, inclusive o Diploma conferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre, são plenamente válidos.

Também foi destacado que Diniz não cometeu fraude e desincompatibilizou-se do cargo que exercia no governo do Acre, em 2006, dentro do prazo legal.

Se cabia alguma ação era a de impugnação de candidatura, o que não ocorreu.

A decisão de Celso de Mello põe fim às especulações que rondam a política acreana há mais de quatro anos.

Aníbal Diniz terá mais tranqüilidade para tocar o mandato herdou do hoje governador Tião Viana.

Carlos Augusto Coelho terá que, rapidinho, mudar o foco das sua atividades política.


A pendenga continua

Ministro pede mais
explicação ao TJ do Acre

Está no site do STF (www.stf.gov.br).


O ministro Antonio Dias Toffoli leu e releu as 26 páginas do mandado de segurança impetrado pelo Tribunal de Justiça contra o governo do Estado.


Não entendeu o que o Judiciário realmente quer. É tanto que determinou que fosse feita uma emenda ao pedido inicial.


O despacho de Dias Toffoli foi publicado na sexta-feira. Ele concedeu 10 dias para que o advogado contratado pelo Tribunal de Justiça, Jorge Araken Filho, explique melhor o que realmente pretende.


O causídico terá que queimar pestanas.


Fato é que não caiu bem a iniciativa do Judiciário de contratar uma banca de advocacia para defender o seu pleito.


O correto, salvo melhor juízo, seria solicitar os trabalhos da Procuradoria-Geral do Estado, que é a responsável por essas questões.



Veja mais informações sobre o mandato aqui e tente entender.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Poronga

“Sou demasiadamente velho para censurar,
mas bastante jovem para atuar.”

Johann Wolfgang Goethe

Jorge e Temer
Jorge Viana (PT) visitou ontem o vice-presidente da República, Michel Temer. Pediu apoio nas negociações em favor de um texto de consenso para o Código Florestal, do qual é relator no Senado. O senador acreano afirmou que é importante o envolvimento de Temer nas conversas pelo conhecimento que ele tem do Congresso e por sua capacidade de articulação política.

Negociação didática
A negociação dos sindicatos ligados à Educação (Sinteac e Sinplac) com o governo por reajuste salarial foi didática. Os 20% de reajuste são a consagração de uma categoria que apostou no diálogo. Por isso levou.

Aposta errada
A negociação também foi didática para mostrar que aqueles que apostam na força não conseguirão o que pleiteiam. O pessoal da Educação aprendeu a negociar ao longo dos anos. É a categoria mais mobilizada e politizada do Estado. Não há como negar.

Conversa com Tião
Os sindicalistas Manoel Lima e Alcilene Gurgel tiveram tratamento especial porque não radicalizam. Ontem, o próprio governador Tião Viana os chamou em seu gabinete para anunciar que aceitava pagar os 20% em quatro parcelas.

Maior categoria
É na Educação que estão cerca de 40% dos servidores do Estado. São 17 mil trabalhadores. A paralisação da categoria traria problemas sérios para o governo. Sem contar que poderia contaminar os demais funcionários.

Extensivo a todos
O melhor é que o reajuste de 20% será extensivo aos demais servidores do Estado. Isso vai ajudar a desmobilizar a paralisação marcada para hoje. Sem a Educação, o movimento sai enfraquecido.

Anos de paz
Fechada a negociação com os servidores, Tião Viana vai ganhar dois anos de paz para trabalhar sem essa preocupação. É algo importante para que o governador possa concentrar-se nos outros setores, principalmente porque 2012 é ano eleitoral.

Influência das urnas
É bom lembrar que o primeiro ano de governo é sempre o mais tranquilo. Jorge Viana, em 1999 e 2003, não teve turbulência nenhuma. A mesma paz teve Binho Marques, em 2007. Toda essa agitação agora, em 2011, foi motivada pelos resultados das urnas no ano passado.

Aventura sindical
Esse resultado das eleições no ano passado influenciou os sindicatos a mergulharem numa aventura. A ideia não era lutar por melhoria salarial, mas enfraquecer o governo politicamente. Quem mais inflou a turma foi o deputado-militar Wherles Rocha (PSDB).

Tamanho do PIB
Mas não dá para falar em salário de funcionários sem fazer comparações. No Rio de Janeiro os bombeiros fizeram uma confusão sem tamanho e receberão 5,58% de aumento. Aqui o governo oferece 20%. O PIB do Rio é o segundo maior do país. O nosso, o segundo pior.

Evolução da folha
Outro ponto a ser abordado é a evolução da folha de pagamento nos últimos anos. Jorge Viana recebeu com R$ 17 milhões e entregou com R$ 66 milhões. Binho Marques ampliou para R$ 109 milhões. Foram mais R$ 34 milhões mensais. Sob Tião Viana, a partir de dezembro de 2012 a despesa com os funcionários será de cerca de R$ 130 milhões. Por ano esse valor beijará R$ 1,8 bilhão.

Encontro desmarcado
Acertada para acontecer ontem, a reunião do governador Tião Viana com o presidente do Tribunal de Justiça, Adair Longuini, não aconteceu. O desembargador teve que viajar a Brasília, onde terá audiências com setores do Judiciário.

Acidente do coronel
Diversas ilações foram feitas acerca do acidente envolvendo o subcomandante da Polícia Militar do Acre, Paulo César, o que é muito normal, devido à violência da ocorrência. Apesar de tudo, é sempre melhor prudência nos comentários. É melhor esperar os resultados da perícia.

Saco de gelo
Falou-se muito na possibilidade de o coronel ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente por ter no carro um copo e um saco de gelo. Essas supostas “provas” também podem servir para comprovar que não houve ingestão de álcool, uma vez que o saco de gelo estava lacrado e o copo sem sinais de que houvera sido usado.

Deve explicação
O fato é que, por ser um homem público com sólida carreira militar, o coronel Paulo César deverá explicar o que de fato aconteceu. As explicações são importantes para que não pairem dúvidas. Afinal, acidentes acontecem.

Novo partido
Colunista bem informada da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo informa que Marina Silva abriu a possibilidade de sair do PV e formar o Partido da Causa Ecológica. A ex-senadora esteve ontem no Programa Roda Viva, da TV Cultura.

Floresta de vaidade
Marina Silva trocou o PT pelo PV por acreditar que o partido que a projetou mundialmente tinha perdido o prumo. Na agremiação verde, apesar dos quase 20 milhões de votos para a Presidência da República, a acreana se enroscou numa legenda repleta de confusão, vaidades e interesses pouco explicados.

Marcha da maconha
Amanhã deve sair o sinal de fumaça do STF sobre a liberação de manifestações pela descriminalização da maconha. A matéria em pauta é de autoria da Procuradoria-Geral da República, que pede a liberação de manifestações e eventos públicos.

Atos proibidos
A polêmica foi formada porque, no mês passado, manifestações desse tipo foram proibidas pela Justiça em nove Estados. No início deste mês o veto ocorreu em Brasília, mas houve um protesto pela liberdade de expressão que mexeu com o centro do poder.

Café com evangélicos
Tião Viana tomou café ontem com os evangélicos. Entre outros, participaram os pastores Afif Arão e Luiz Gonzaga. Também compareceram os deputados da bancada religiosa Astério Moreira (PRP), Denílson Segóvia (PSC), Jonas Lima (PT) e Jamyl Asfury (DEM).

União de todos
Segundo um assessor direto de Viana, o encontro com os evangélicos faz parte da política adotada pelo governador de conversar com todos os segmentos da sociedade, a fim de encontrar alternativas que ajudem no desenvolvimento do Estado.

Sérgio na Justiça
O colunista conversou com o ex-subsecretário de Saúde Sérgio Roberto sobre matéria em que seu nome é mencionado como suposto envolvido em casos nebulosos na administração pública. Ele foi taxativo. Disse que vai acionar na Justiça quem faz qualquer tipo de ilação. “É na Justiça é que se discutem as calúnias e as difamações”, disse.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Reajuste de salário

Governo dará 20%
em quatro parcelas

A oferta de reajuste salarial do governo para os funcionários públicos do Acre melhorou.

Refeitas as contas, a administração estadual concluiu que o reajuste poderá ser de 20%, parcelado em quatro vezes.

A primeira parcela, de 5%, será paga no salário de julho.

As demais serão nos seguintes meses: janeiro e julho de 2012 e janeiro de 2013.

Esse é um reajuste bem maior do que a inflação e contempla os mais de quarenta mil servidores públicos.

Tudo num prazo de menos de um ano.

O anúncio deve estancar o anúncio de paralisação marcado para hoje.

Os sindicatos ligados as trabalhadores em Educação, que representa a maior categoria, já aceitaram a forma como as negociações transcorreram.

Há que se destacar, aliás, que tanto a proposta de 15% quanto a de 20% participaram do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac).


Poronga

“Eu sou do tamanho daquilo
que sinto, que vejo e que faço, não do
tamanho que os outros me enxergam.”

Bob Marley

Avatar no Acre
James Cameron, premiadíssimo diretor de filmes campeões de bilheteria como Avatar e Titanic, virá ao Acre. O norte-americano participará do Festival Yawanawá, que este ano será em outubro.

Estrela de Hollywood
Joaquin Phoenix, ator de filmes do tamanho do premiado Gladiador, é outra estrela de Hollywood com presença marcada no festival. Será a segunda vez que participará.

Grande espetáculo
Os hollywoodianos, porém, não serão as principais estrelas do tradicional evento dos yawanawás. Serão apenas os atores coadjuvantes de um grande espetáculo no meio da floresta.

Bola rolando
Amanhã, o governo do Estado assina convênio para patrocinar os representantes do futebol acreano nas séries C e D do Campeonato Brasileiro. Será a partir das 10 horas, na Biblioteca Pública.

750 mil
Ficou decidido que o governo disponibilizará R$ 750 mil aos clubes. O representante da Série C ficará com R$ 450 mil, enquanto aquele que disputará a Série D embolsará R$ 300 mil.

Capacidade de gerenciar
Com o dinheiro em mãos, os dirigentes dos clubes terão que demonstrar capacidade de gerenciamento de recursos. Fonte da coluna garante que não haverá suplementação.

Articulação de Aníbal
Apaixonado por futebol, apesar de não ser nenhum Neymar, o senador santista Aníbal Diniz (PT) jogou papel importante nas articulações para a garantia de recursos aos times acreanos.

Caça ao voto
A deputada federal Perpétua Almeida (PC do B) e os senadores Aníbal Diniz (PT) e Sérgio Petecão (ainda no PMN) foram à sede da Superintendência da Polícia Federal defender que os seringueiros tenham espingardas. Os políticos, é claro, também querem caçar preciosos votinhos.

Reunião na Ufac
Amanhã, a partir das 10 horas, haverá reunião da bancada federal com a reitoria da Ufac para debater meios que possam garantir percentual de vagas a estudantes acreanos na instituição por meio do Enem. Também participarão o secretário de Estado de Saúde, Daniel Zen, e representante do Ministério Público Federal.

Teoria esdrúxula
Aparece cada teoria esdrúxula na política! A última é de que o prefeito Raimundo Angelim (PT) poderá renunciar para assumir uma inexistente vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O petista nem vice tem. Não deixaria o comando da capital acéfalo.

Professor da Ufac
Até onde se sabe, Raimundo Angelim não necessita de acomodação em cargo algum. O petista é professor antigo da Ufac e não deve ser mal remunerado. Sem contar que é um técnico com qualidade.

Semana histórica
Esta semana será marcada pela história. Terça-feira completam-se 112 anos que o espanhol Luiz Galvez proclamou o Estado Independente do Acre. Quarta-feira é aniversário de 49 anos da criação do Estado.

Noite no Casarão
Sexta-feira o velho Casarão teve uma das noites que fez lembrar as de antigamente. Clenilson Batista mandou ver com música da nova e velha guardas. Foi legal escutar a doce e melodiosa flauta do hoje advogado Joãozinho Veras. Deu para emocionar.

Espaço legal
O Casarão é um dos espaços mais legais de Rio Branco. Deveria ser mais bem aproveitado.

Acordo possível
Há uma manifestação marcada por várias categorias de funcionários públicos do Estado para terça-feira. Mesmo assim é melhor não apostar no barulho. Negociadores do governo creem na possibilidade de um acordo amanhã.

Certidões em dia
Dindim Pinheiro (PSDB), o polêmico prefeito de Feijó, reclama que não conseguiu as parcerias necessárias para realizar o Festival do Açaí. A pergunta é: as certidões da prefeitura estão em dia?

Fim da invasão
A coluna cobrou, e as medidas para combater a onda de invasão ao longo da Avenida Amadeo Barbosa foram adotadas. É melhor coibir agora para não sofrer mais tarde. Detalhe: a vigilância no local tem que ser permanente.

Advogados em campo
Cerca de 50 advogados têm trocado as petições pela bola. Duas equipes de causídicos treinam firme para disputar uma competição nacional marcada para o segundo semestre. Os times não são ruins, mas alguns atletas estão redondos com a redonda.

Força do presidente
Órfão de talento no gramado na mesma proporção que tem para a advocacia, o presidente da OAB, Florindo Poersch, acompanha os treinamentos de perto. A presença do dirigente obriga os atletas a se empenharem mais.

Fim das coligações
Quarta-feira, no dia do aniversário do Acre-Estado, a CCJ do Senado pode votar a PEC de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP) que impõe coligações eleitorais apenas nas eleições majoritárias. Relatada pelo também peemedebista Valdir Raupp (RO), a matéria ganhou parecer favorável.

Uniões passageiras
Raupp argumentou que as coligações são “uniões passageiras”, estabelecidas durante o período eleitoral por mera conveniência, sem qualquer afinidade entre os partidos coligados no tocante ao programa de governo ou ideologia. Os partidos pequenos podem sofrer um duro golpe.

LDO na Aleac
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deve ocupar boa parte da pauta esta semana na Aleac. Responsável pela relatoria, o petista Geraldo Pereira certamente convidará técnicos do Executivo e do Judiciário para expor seus argumentos.

Meio do Fogão
O meu Botafogo repatriou o ex-santista Renato e trabalha para trazer o também ex-jogador do Peixe Diego. Para formar o meio-campo campeão brasileiro só falta querer levar Paulo Almeida, que amarga o banco de reserva no Rio Branco Futebol Clube.

Horas angustiantes
Jorge Viana concedeu entrevista a Cristiane Jungblut (O Globo). Disse que o PT vive horas angustiantes. Falou sobre a troca de dois ministros (Antonio Palocci e Luiz Sérgio) em poucos dias. O texto está disponível neste link: http://oglobo.globo.com/pais.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Poronga

“Esforço só é esforço
quando começa a machucar”

José Ortega y Gasset

Conflito zero
Organizador da Expoacre, o bom Dudé Lima (foto) manda avisar que não há no evento espaço para conflito que venha a ser gerado pelas normas do Código Florestal Brasileiro. “Na feira haverá espaço desde o pequeno comerciante da economia solidária ao maior pecuarista do Estado”, garante. Se é assim, seguuuura, peão!

Forma de pilotar
Piloto da relatoria do Código Florestal Brasileiro, o Senador Jorge Viana (PT) não poder ter a ousadia do jovem alemão Sebastian Vettel nem a prudência e vagareza do veterano brasileiro Rubens Barrichello. A condução da relatoria pode causar acidentes e derrapagens. Mas, se for bem conduzida, pode levá-lo ao pódio.

Aids, 30 anos
Foi em junho de 1981 que o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos registrou os primeiros casos de uma enfermidade considerada, à época, um mistério. No mesmo ano o mal passou a ser chamado de Aids, após a constatação de que poderia ser transmitida pela relação sexual.

5 H
Tão-logo foi descoberta, a AIDS recebeu o nome provisório de Doença dos 5 H. Isso porque os casos foram registrados em homossexuais, hemofílicos, haitianos, heroinômanos (usuários de heroína injetável) e prostitutas (hookers em inglês).

Força do extrativismo
Levantamento do Imazon revelam o potencial econômico da floresta. O Instituto estima que o extrativismo manejado de madeira e castanha-do-brasil pode gerar, entre 2011 a 2030, R$ 4,4 bilhões e criar 8.986 empregos diretos e indiretos. Tudo a partir de 2013.

Potencial da floresta
O potencial para ganhar dinheiro com a floresta tem que ser explorado. O Brasil tem meio bilhão de hectares de floresta. É o país que tem a maior área de floresta tropical do mundo. Apesar disso, participa apenas com quatro por cento do PIB Florestal do mundo.

É Fantástico
Numa mesma noite, o Acre foi destaque no Fantástico em duas oportunidades. A primeira foi positiva, com o atacante Jô, dos Juventus, pedindo a música por ter feito três gols contra a Adesg. A segunda não foi positiva e se relaciona à saúde.

Número de médicos
Na matéria sobre as dificuldades para brasileiros estudarem medicina na Bolívia, em especial na Cobija, o Acre é apontado como um Estado que tem a média de médico por habitantes igual à africana. A relação é de um médico para 980 habitantes.

Choque de realidade
Matérias como a do Fantástico devem servir para uma análise mais detalhada. Mostra o quanto é desigual a distribuição de profissionais em saúde no país e o quanto é pouco atrativo sair de um grande centro para os Estados do Norte.

Panelada vereador
José Bernardo, o Panelada, anunciou em seu blog (http://paneladarb.blogspot.com) que pretende fundar o Partido dos Anciões do Acre. Será candidato a vereador com o seguinte slogan: “Vote no Panelada e ganhe tripas”. Se não ganhar, garante que larga a mulher e separa a agenda política do líder comunitário Gilson Albuquerque.

Lhé de volta
Ainda triste pela morte da sua mãe, dona Silvia Maluf Farhat, o velho petista Abrahim Lhé Farhat telefonou ao colunista para avisar que esta de volta à luta, “A vida segue”, comentou.

Greve do ano
Demorou mas aconteceu. Os servidores da Ufac anunciaram a greve geral praticada quase todos os anos. Isso é algo tão comum, que deveria ser incorporado ao calendário anual da instituição.

Temer no Acre
Dirigentes peemedebistas anunciaram a possível presença de Michel Temer no Acre para prestigiar a filiação do ex-deputado federal Fernando Melo na sigla em meados deste mês. Será uma saia justa. O vice-presidente da República é aliado de primeira hora do PT em nível nacional.

Movimentação de nanicos
Nunca houve tanta movimentação nos partidos nanicos como agora. As legendas acreditam ter fôlego para cavar maior participação no governo e na prefeitura. Nessas horas é preciso ter calma, prudência e inteligência.

Bombeiros do Rio
O Brasil assistiu abismado e assustado o episódio envolvendo os Bombeiros do Rio de Janeiro. A reivindicação dos
trabalhadores é justa. Eles erraram na forma ao ocupar o quartel.

Valor do salário
Aqui no Acre os bombeiros e os policiais militares também estão na luta por melhores salários. O que também é justo. Mas não dá para deixar de fazer uma comparação. O bombeiro carioca ganha R$ 950. O menor salário dos bombeiros acreanos beira os R$ 2 mil. A diferença é grande.

Conflito autorizado
Quando paralisaram as atividades nos dias 13 e 14 de maio, os policiais militares e bombeiros também fecharam o batalhão e impediram saída de viaturas. A diferença foi a forma encontrada pelo governo. Enquanto no Rio de Janeiro o governador Sérgio Cabral, do PMDB, mandou invadir, prender e bater, no Acre Tião Viana trilhou o caminho do diálogo.

Aluno obrigado
Beira ao ridículo a pregação de que alunos do ensino médio foram obrigados a assistir filmes com conteúdo gay. Os professores não estão conseguindo nem obrigar a turma a estudar o conteúdo pedagógico previsto para o ano letivo imagine outros temas.

Voo curto
Foi mais curto do que voo de tucano o propalado entendimento para que o deputado federal Marcio Bittar desistisse de concorrer a prefeito de Rio Branco em favor de Tião Bocalom. O parlamentar avisou que não irão tirá-lo do jogo na marra.

Fogo amigo
Em reportagem veiculada na edição de hoje, Bittar confirma o que todo mundo está careca de saber: membros da oposição querem excluí-lo do processo eleitoral de 2012. Essa oposição é fogo, amigo!

Frigideira quente
Está longe de ser segredo que Marcio Bittar foi posto em frigideira bem quente por lideranças oposicionistas, dentre eles o senador Sérgio Petecão (ainda no PMN) e o deputado federal Flaviano Melo (PMDB). A dupla prefere marchar com outras candidaturas.

Moeda de troca
Se trabalhar direitinho, Bittar terá uma excelente moeda de troca para convencer Sérgio Petecão a apoiá-lo. Caso seja eleito prefeito de Rio Branco, o tucano abre vaga para que Solange Pascoal, afilhada política do senador, assuma uma cadeira na Câmara dos Deputados.

domingo, 5 de junho de 2011

Entrevista

“Vou trabalhar com o foco no entendimento”

Senador Jorge Viana compara a relatoria

do Código Florestal à poli position, em Mônaco

Ser útil para o Estado e para o país. Foi esse o primeiro sentimento que o senador Jorge Viana (PT) tentou repassar ao jornalista Leonildo Rosas quando começou a entrevista para falar sobre um dos temas mais polêmicos e importantes do Brasil: o Código Florestal Brasileiro.

Numa conversa telefônica que durou meia hora, o senador revelou que tinha optado por manter-se distante das disputas por cargos importantes do Senado no primeiro ano de mandato.

Revelou, porém, que pediu ao presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), para relatar a matéria.

Ao ser anunciado como relator, o senador acreano ganhou as luzes do país. Vai relatar um projeto que mexe com o meio ambiente e a produção agrícola. Será pressionado, mas não parece temer o desafio.

É tanto que comparou a relatoria com se fosse um piloto de Fórmula 1 que conseguiu obter a poli position no famoso e charmoso Grande Prêmio de Mônaco.

Na condução das negociações para fechar o relatório, Viana não quer ultrapassar ou trombar com ninguém. Disse que trabalhará pelo entendimento. Mas as curvas no caminho podem provocar derrapagens e acidentes. Veja a entrevista.

Há quanto tempo a Código Florestal vem sendo debatido?
O tema do Código Florestal está na pauta do Congresso há dez anos e este ano foi votado na Câmara dos Deputados. Seria normal que todos os 81 senadores quisessem pegar essa relatoria. É um tema do mundo e capaz de, bem trabalhado, apontar se o país quer entrar no século vinte e um ou quer permanecer no século vinte.

Como o senhor recebeu a sua escolha para ser relator?
A minha escolha, eu que assisto fórmula um, é como se tivesse feito a poli position no Grande Prêmio de Mônaco, que é o mais perigoso, o mais charmoso e o mais interessante grande prêmio. Também é um dos mais antigos. Faço a comparação porque é um circuito difícil de ultrapassar, você corre ao lado do perigo constante, estando sempre sujeito ao acidente, a dar uma trombada.

É como o senhor pretende chegar à frente nessa corrida?
O desafio começa agora. Correr em Mônaco traz risco de acidente, é preciso estar permanentemente focado porque é grande o risco de ganhar e de perder. Foi só a poli. O desafio começa com a corrida.

Em que ritmo o senhor pretende acelerar?
Vou acelerar sabendo da necessidade de buscar o entendimento, o diálogo com o próprio PMDB e a recomposição da base do governo, que se dividiu na Câmara. É fundamental juntar no Senado e fazer uma interlocução forte na sociedade. Esse movimento está mais forte na sociedade do que nas instituições.

É qual será o foco principal?
A corrida exige um foco e uma concentração permanente. É fundamental trabalhar com os carros que estão ao teu lado. Pretendo focar diretamente no entendimento político, distensionando um pouco o clima que veio da Câmara dos Deputados.

O senhor acha que o fato de ser da Amazônia ajudou na sua escolha para pilotar o relatório do Código?
De certa forma sim. Tenho recebido uma ótima acolhida no Senado dos companheiros de bancada, da direção da casa e também da oposição. O meu trânsito é muito bom, como era o do hoje governador Tião Viana.

Como foram os seus primeiros dias no Senado?
Há pouco mais de dois meses procurei o líder do PT, senador Humberto Costa; o líder do governo, Romero Jucá; e o presidente José Sarney. Também procurei o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Rodrigo Rollemberg. Falei que tinha feito uma opção de, neste ano, estudar o funcionamento do Senado. Não queria disputar nenhum espaço importante antes de ficar familiarizado com o Legislativo.

Por que o senhor tomou essa decisão?
Gosto muito da política, mas venho do Executivo. Tenho os pés no chão. O Legislativo é outro mundo, outro modelo de cabeça, outro modelo mental. Outro tempo. O outro poder.

Mas o senhor nunca pensou em ser relator de uma matéria como essa?
Sim. Tinha falado para eles, especialmente para o Rodrigo Rollemberg, que, caso fosse possível, por ser engenheiro florestal, por vir de terra de Chico Mendes, por conta do Governo da Floresta que a gente fez, quando o Código Florestal chegasse ao Senado, se fosse possível, eu gostaria de relatar.

Houve acolhida?
O Rodrigo Rollemberg acolheu bem, mas, depois de algum tempo, me procurou e disse que achava que iria avocar para ele a relatoria.

Qual foi o comportamento do senhor?
Falei que se fosse ele o relator, que é um grande companheiro do PSB, ele teria o meu apoio incondicional. Passaram-se dois meses e vi que a disputa no Senado por essa relatoria se intensificou. Também houve acirramento na Câmara, onde a base se dividiu. Essa situação ficou ruim para o governo, que teve, de certa forma, uma derrota.

Foi ai que o senhor foi chamado...
Dentro desse cenário, o Rodrigo me ligou quando retornei do Acre para Brasília na segunda-feira. Na terça-feira de manhã ele falou que pensou bem e que me considerava a pessoa mais adequada para ser relator.

Por que a pessoa mais adequada?
Ele que tomou a decisão por causa da minha história de vida, da minha capacidade de dialogar e de procurar ajudar a todo mundo. Não fiquei surpreso, mas com a sensação de ter recebido um enorme desafio. É um desafio que se confunde com a minha trajetória de vida. Não poderia recusar, tendo em vista a importância que uma questão dessas tem para a Amazônia, para o Acre, para o Brasil e para o mundo.

Muita gente queria ser relator?
É claro. É um desafio muito grande. Todos os oitenta e um senadores queriam ter o privilégio de receber essa missão. É uma missão muito complexa, difícil e tem muitos interesses econômicos em jogo.

Qual a razão da missão ser tão complexa?
Porque você está falando do acesso à terra, a algo vinculado a um bem que alguns especulam. Um bem que pode determinar a Justiça ou injustiça social, que é o uso da terra. O Código Florestal trata disso.

Quais foram os seus primeiros passos?
No mesmo dia em que o senador Rodrigo Rollemberg me chamou, eu convidei-o para fazermos o trabalho juntos. Procurei o presidente da Comissão de Agricultura, Acyr Gurgacz; e o senador Luiz Henrique, que é ex-governador de Santa Catarina e com quem tenho bom diálogo.

Qual é a importância desse tipo de conversa?
Fiz isso para discutir sobre a importância de não sair cada um correndo para um lado. No dia seguinte, consegui fazer uma conversa demorada com o deputado Aldo Rebelo, que foi o relator e o autor do trabalho, que recebeu quatrocentos e dez votos dos deputados. Não é qualquer relatório que recebe uma votação dessas. Também tive uma audiência com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Fiz essas conversas no sentido de aprofundar o conhecimento. Tenho estudado muito sobre isso. A conversa foi sobre pontos que podem ser levados a discussões mais aprofundadas.

Que pontos são esses?
São pontos divergentes. O Código tem sessenta e nove artigos, mas os pontos divergentes podem dar impressão de que vão premiar desmatadores, de ser uma legislação contra o meio ambiente e de que irá penalizar a quem agiu na defesa do meio ambiente e os agricultores que agiram dentro da lei.

São quantos pontos?
Esses pontos são cinco ou seis. Mas são pontos que, se não houver entendimento, pode passar a impressão de que o meio ambiente está perdendo. Se o meio ambiente perder, todos perdem, principalmente os produtores agrícolas e os que dedicam as suas vidas ao agronegócio.

Como será o trabalho do senhor?
Temos que fazer algo onde o meio ambiente não perca. Se o meio ambiente ganhar, todos ganham, inclusive os que atuam na agropecuária e na agricultura familiar e empresarial.

Qual a importância do meio ambiente não perder?
O mundo está mudando, os consumidores passaram a exigir que os produtos que eles estão consumidos não estão criando danos sociais e ambientais.

Qual é o prazo para a conclusão do relatório?
O relatório será feito a várias mãos. Tem que se feito com o senador Luiz Henrique, que deverá relatar na Comissão de Constituição e Justiça e também é possível que seja o mesmo relator na Comissão de Agricultura. Tenho falado, junto com o meu amigo Rodrigo Rollemberg, que o prazo é o do entendimento. Nesse período temos que buscar o entendimento dentro do Congresso, prioritariamente, num diálogo com o governo, e, com atenção especial, com a sociedade.

Mas há a disputa para que o relatório a ser levado ao plenário seja o do senador Luiz Henrique...
Realmente havia um buchincho acerca disso. Mas eu e senador Rodrigo Rollemberg conversamos com o presidente José Sarney. Na quinta-feira à noite, ele me telefonou garantindo que o relatório do mérito será o da Comissão de Meio Ambiente.

O senhor já procurou algum ex-ministro para conversar?
Sim, mas vou procurar outros. Já tive conversas com alguns deles, como a ex-ministra Marina Silva. Vou procurar um grande amigo, que é o ex-ministro José Carlos Carvalho. É uma pessoa muito ligada ao PSDB e foi secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais. Tem também o ex-ministro Eduardo Martins. O fórum de ex-ministros é muito importante.

Há outros setores para conversar?
Tem a Embrapa do Brasil, os setores que representam o agronegócio e a agropecuária. É um pessoal que acumulou conhecimento e tem posicionamento sobre isso. No Acre, por exemplo, há o Assuero Veronez, que tem um trabalho importante.

Há algum setor que terá olhar especial?
Vamos dar uma atenção especial para a agricultura familiar. Se for encontrada a solução para o pequeno produtor, para a agricultura de subsistência, para o extrativista e para o ribeirinho, acho que a gente descontamina o debate. Eu diria que mais de noventa por cento dos problemas estarão resolvidos.

Por que a produção familiar?
Por que os que trabalham com a produção familiar merecem uma segurança jurídica para que possam viver nas margens dos rios e na floresta trabalhando nos sustento das suas famílias e ajudando o Brasil a se desenvolver.

Então haverá preconceito contra a atividade empresarial...
Não. Isso não que dizer que iremos fazer uma ação tendenciosa contra a agricultura empresarial ou contra aqueles que trabalham na agropecuária. É o contrário. Mas isso tem que ser separado.

Como separado?
Não tem como juntar porque são interesses distintos. Um envolve uma ação social, enquanto o outro envolve uma questão de produção em maior escala, que mexe com a economia do país. São situações distintas, que têm que ser trabalhadas de maneiras distintas sobre pena de contaminar de maneira errada um tema complexo por natureza.

E o prazo...
O prazo para trabalhar isso deve ser de três a quatro meses. Mas tomara que no dia cinco de setembro, o Dia da Amazônia, a gente já tenha uma solução para esse tema. Se tivermos e a solução for boa, eu acho que a Amazônia e a memória de Chico Mendes agradecerão.

Um dos temas polêmicos no relatório do deputado Aldo Revelo foi a permissão para que os Estados e municípios possam legislar sobre o tema, como senhor vê isso?
A Constituição estabelece que, sobre esse tema, cabe à União legislar. Os estados e municípios podem legislar de maneira complementar. Acho que isso tem que ser preservado.

Por quê?
Porque um tema como a questão ambiental é complexa demais. Qualquer ação nossa implica no compromisso com a atual geração e com as gerações futuras. Ou seja: implica em estabelecer regras que limitam a ação da atividade econômica.

Explique melhor.
É um tema delicado, que fere interesses. E, por ferir interesses, por serem tão importantes para a atual geração e as gerações futuras, é que quem tem que dar a palavra final é quem tem mais poder. Tem que ser a União.

E a questão das anistias?
O Programa de Regularização Ambiental é uma mão estendida para aqueles que estão numa situação irregular, mas que querem sair dessa situação. São pessoas que vivem numa situação de insegurança jurídica. Não tem sentido o extrativista, o ribeirinho e o pequeno produtor passar pelas dificuldades que estão passando porque a legislação foi mudada.

Quando a legislação foi mudada?
Se você lembrar, na época do presidente Fernando Henrique Cardoso, a área de ocupação por atividade econômica na Amazônia era de cinqüenta por cento da área total. Esse limite foi passado para vinte por cento. Isso foi em mil novecentos e noventa e seis.

Houve mudanças?
Essa lei está mantida, inclusive na proposta que foi aprovada na Câmara. Ninguém discute mais isso. Agora, muita gente está hoje numa situação irregular porque desmatou metade da sua propriedade antes da lei mudar.

E como o Programa vai ajudar essas pessoas?
O Programa de Regularização ambiental vai dar a oportunidade para o proprietário se regularizar. Vai tirar dessa confusão aqueles que não estão irregulares. São pessoas cujo desmatamento das áreas delas já tinha acontecido antes da lei.

O que será feito?
O Brasil vai ter que separar quem, por conta da lei de ter mudado, é considerado irregular dos outros que estão em situação ilegal, porque desmataram propositalmente para especular com a terra e são desmatadores. A lei não pode passar a mão na cabeça de quem age dessa forma.

Em quê o Código está focado?
O Código está muito mais focado em encontrar uma solução de recomposição do que foi feito para trás do que para frente. Tudo isso por conta da insegurança jurídica que há.

Agora, no dia 11 de junho, vai expirar o prazo do decreto que institui o Programa de Recuperação de Áreas Ambientais, o que pode acontecer?
Se ele cair, setenta por cento das propriedades do Brasil irão ficar na ilegalidade. Não terão acesso ao crédito e terão ações em cima deles. O desafio nosso é pôr esse decreto na mesa, junto com a emenda 164, que foi fruto de um momento de confronto na votação da Câmara. Isso tem que ser ponto de negociação.

O que diz essa emenda 164?
Ocorreram duas votações na Câmara. Uma foi a do texto do Código, que contou com quatrocentos e dez votos favoráveis. A outra foi da emenda 164, que deixou muitas dúvidas como risco de fazer anistia e da permissão para Estados e municípios poderem legislar. A emenda também deixou muito fragilizado o uso de Áreas de Preservação Permanente. Também deixa uma margem para, em vez de fazer a recomposição da área legal, ser feita a legalização pura e simplesmente.

Como o senhor pretende reverter os efeitos da emenda?
A emenda 164 dividiu a Câmara. Ela tem que ser objeto de uma discussão com foco no entendimento. Essa emenda e o decreto, que vence agora, têm que ser o ponto de partida.

O senhor está confiante?
Sou otimista de que dá para fazer um trabalho onde o meio ambiente não saia perdendo. Acredito na possibilidade de dar segurança jurídica para a agricultura familiar, ao pequeno produtor, bem como para quem trabalhar na agricultura empresarial e no agronegócio.

Quais os riscos de uma legislação malfeita?
Se o Brasil passar uma mensagem errada na hora que decide uma legislação ambiental, os produtos brasileiros, que hoje são importantes na balança comercial e na geração de emprego, vão sofrer boicote e ações internacionais. O produtor vai tomar prejuízo com isso. É muito importante que a gente consiga o entendimento. Está perto e eu vou trabalhar por ele com a experiência que o povo do Acre me deu.

Como a experiência no Acre pode ser utilizada?
No Acre a gente conseguiu fazer sentar o índio, o fazendeiro e o seringueiro. Conseguimos fazer o Zoneamento Ecológico-Econômico. O Acre era um lugar de muitas mortes e muitas matanças. As de maior repercussão foram as de Wilson Pinheiro e de Chico Mendes. Viramos a referência de um Estado que assumiu o caminho do desenvolvimento sustentável. Tem o governador Tião Viana reafirmando esses compromissos. Somos um Estado que tem Chico Mendes, Marina Silva e tanto outros menos conhecidos.

Pelo o que se houve falar, a floreta não é tão valorizada no Código Florestal
Esse é um fato. Acho que está faltando mais floresta no Código Florestal. O Brasil tem meio bilhão de hectares de floresta. É o país que tem a maior área de floresta tropical, mas participa apenas com quatro por cento do PIB florestal do mundo. Nós nem conseguimos ganhar dinheiro com a floresta e ficamos numa armadilha perigosa de ficar falando sobre quanto da floresta a gente desmata.

Mas por que essa postura?
Por que a gente tem feito atividade só focada no solo. Acho que o solo é importante, que é importantíssima a produção agrícola, mas não implica, em termos, mais destruição, mais queimada, mais desmatamento nos diferentes biomas do Brasil. Desmatamento é queimar dinheiro. É jogar fora riqueza. Tem que tem uma boa política para o setor florestal e segurança jurídica para o bom uso das áreas de terra existentes.