terça-feira, 14 de junho de 2011

Poronga

“Sou demasiadamente velho para censurar,
mas bastante jovem para atuar.”

Johann Wolfgang Goethe

Jorge e Temer
Jorge Viana (PT) visitou ontem o vice-presidente da República, Michel Temer. Pediu apoio nas negociações em favor de um texto de consenso para o Código Florestal, do qual é relator no Senado. O senador acreano afirmou que é importante o envolvimento de Temer nas conversas pelo conhecimento que ele tem do Congresso e por sua capacidade de articulação política.

Negociação didática
A negociação dos sindicatos ligados à Educação (Sinteac e Sinplac) com o governo por reajuste salarial foi didática. Os 20% de reajuste são a consagração de uma categoria que apostou no diálogo. Por isso levou.

Aposta errada
A negociação também foi didática para mostrar que aqueles que apostam na força não conseguirão o que pleiteiam. O pessoal da Educação aprendeu a negociar ao longo dos anos. É a categoria mais mobilizada e politizada do Estado. Não há como negar.

Conversa com Tião
Os sindicalistas Manoel Lima e Alcilene Gurgel tiveram tratamento especial porque não radicalizam. Ontem, o próprio governador Tião Viana os chamou em seu gabinete para anunciar que aceitava pagar os 20% em quatro parcelas.

Maior categoria
É na Educação que estão cerca de 40% dos servidores do Estado. São 17 mil trabalhadores. A paralisação da categoria traria problemas sérios para o governo. Sem contar que poderia contaminar os demais funcionários.

Extensivo a todos
O melhor é que o reajuste de 20% será extensivo aos demais servidores do Estado. Isso vai ajudar a desmobilizar a paralisação marcada para hoje. Sem a Educação, o movimento sai enfraquecido.

Anos de paz
Fechada a negociação com os servidores, Tião Viana vai ganhar dois anos de paz para trabalhar sem essa preocupação. É algo importante para que o governador possa concentrar-se nos outros setores, principalmente porque 2012 é ano eleitoral.

Influência das urnas
É bom lembrar que o primeiro ano de governo é sempre o mais tranquilo. Jorge Viana, em 1999 e 2003, não teve turbulência nenhuma. A mesma paz teve Binho Marques, em 2007. Toda essa agitação agora, em 2011, foi motivada pelos resultados das urnas no ano passado.

Aventura sindical
Esse resultado das eleições no ano passado influenciou os sindicatos a mergulharem numa aventura. A ideia não era lutar por melhoria salarial, mas enfraquecer o governo politicamente. Quem mais inflou a turma foi o deputado-militar Wherles Rocha (PSDB).

Tamanho do PIB
Mas não dá para falar em salário de funcionários sem fazer comparações. No Rio de Janeiro os bombeiros fizeram uma confusão sem tamanho e receberão 5,58% de aumento. Aqui o governo oferece 20%. O PIB do Rio é o segundo maior do país. O nosso, o segundo pior.

Evolução da folha
Outro ponto a ser abordado é a evolução da folha de pagamento nos últimos anos. Jorge Viana recebeu com R$ 17 milhões e entregou com R$ 66 milhões. Binho Marques ampliou para R$ 109 milhões. Foram mais R$ 34 milhões mensais. Sob Tião Viana, a partir de dezembro de 2012 a despesa com os funcionários será de cerca de R$ 130 milhões. Por ano esse valor beijará R$ 1,8 bilhão.

Encontro desmarcado
Acertada para acontecer ontem, a reunião do governador Tião Viana com o presidente do Tribunal de Justiça, Adair Longuini, não aconteceu. O desembargador teve que viajar a Brasília, onde terá audiências com setores do Judiciário.

Acidente do coronel
Diversas ilações foram feitas acerca do acidente envolvendo o subcomandante da Polícia Militar do Acre, Paulo César, o que é muito normal, devido à violência da ocorrência. Apesar de tudo, é sempre melhor prudência nos comentários. É melhor esperar os resultados da perícia.

Saco de gelo
Falou-se muito na possibilidade de o coronel ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente por ter no carro um copo e um saco de gelo. Essas supostas “provas” também podem servir para comprovar que não houve ingestão de álcool, uma vez que o saco de gelo estava lacrado e o copo sem sinais de que houvera sido usado.

Deve explicação
O fato é que, por ser um homem público com sólida carreira militar, o coronel Paulo César deverá explicar o que de fato aconteceu. As explicações são importantes para que não pairem dúvidas. Afinal, acidentes acontecem.

Novo partido
Colunista bem informada da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo informa que Marina Silva abriu a possibilidade de sair do PV e formar o Partido da Causa Ecológica. A ex-senadora esteve ontem no Programa Roda Viva, da TV Cultura.

Floresta de vaidade
Marina Silva trocou o PT pelo PV por acreditar que o partido que a projetou mundialmente tinha perdido o prumo. Na agremiação verde, apesar dos quase 20 milhões de votos para a Presidência da República, a acreana se enroscou numa legenda repleta de confusão, vaidades e interesses pouco explicados.

Marcha da maconha
Amanhã deve sair o sinal de fumaça do STF sobre a liberação de manifestações pela descriminalização da maconha. A matéria em pauta é de autoria da Procuradoria-Geral da República, que pede a liberação de manifestações e eventos públicos.

Atos proibidos
A polêmica foi formada porque, no mês passado, manifestações desse tipo foram proibidas pela Justiça em nove Estados. No início deste mês o veto ocorreu em Brasília, mas houve um protesto pela liberdade de expressão que mexeu com o centro do poder.

Café com evangélicos
Tião Viana tomou café ontem com os evangélicos. Entre outros, participaram os pastores Afif Arão e Luiz Gonzaga. Também compareceram os deputados da bancada religiosa Astério Moreira (PRP), Denílson Segóvia (PSC), Jonas Lima (PT) e Jamyl Asfury (DEM).

União de todos
Segundo um assessor direto de Viana, o encontro com os evangélicos faz parte da política adotada pelo governador de conversar com todos os segmentos da sociedade, a fim de encontrar alternativas que ajudem no desenvolvimento do Estado.

Sérgio na Justiça
O colunista conversou com o ex-subsecretário de Saúde Sérgio Roberto sobre matéria em que seu nome é mencionado como suposto envolvido em casos nebulosos na administração pública. Ele foi taxativo. Disse que vai acionar na Justiça quem faz qualquer tipo de ilação. “É na Justiça é que se discutem as calúnias e as difamações”, disse.

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